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Exportações recordes impulsionam mercado do boi em 2026

Foto do autor Jair Reinaldo
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Exportações recordes impulsionam mercado do boi em 2026
Exportações recordes de carne bovina no primeiro trimestre de 2026 reforçam a demanda externa e ajudam a sustentar os preços do boi gordo no mercado interno.

Com 701,6 mil toneladas embarcadas entre janeiro e março, Brasil registra melhor primeiro trimestre da série e reforça alta no boi gordo com demanda externa aquecida

As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 701,662 mil toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre, segundo dados da Secex. O resultado representa alta de 19,7% frente ao mesmo período de 2025 e avanço de 36,6% na comparação com 2024, em um cenário que segue fortalecendo os preços do boi gordo no mercado interno.

O desempenho confirma que o ritmo intenso de embarques observado ao longo de 2025 continua firme neste início de ano. Além do aumento no volume exportado, a carne bovina brasileira também ganhou valor no mercado internacional, reforçando a rentabilidade das vendas externas e dando sustentação ao mercado pecuário no país.

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Na prática, esse ambiente é positivo para o produtor, principalmente em um momento em que a oferta de animais terminados segue mais curta e a demanda internacional continua aquecida.

Carne bovina brasileira ganha valor no exterior

Além do recorde em volume, o mercado externo também mostrou valorização do produto brasileiro. Em março, o preço médio pago pela tonelada de carne bovina in natura exportada foi de US$ 5.814,80.

O valor ficou 3,1% acima de fevereiro e registrou alta de 18,7% em relação a março de 2025, segundo análise de pesquisadores do Cepea.

Esse movimento indica que o Brasil não apenas embarcou mais carne, mas também vendeu a preços melhores. Para a cadeia pecuária, isso amplia o suporte ao mercado interno, já que a exportação segue absorvendo parte importante da produção e ajuda a equilibrar a oferta doméstica.

Mercado interno segue firme em abril

De acordo com o Cepea, o cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo ao longo de março, e essa tendência continua no início de abril.

Os preços do boi gordo, do bezerro e da carne bovina seguem em trajetória de alta, apoiados por dois fatores centrais: a demanda externa aquecida e a oferta restrita de animais prontos para abate.

Para o pecuarista, esse contexto cria um mercado mais firme, com melhores condições de negociação, especialmente para quem tem boiada pronta em um momento de escalas mais ajustadas.

Oferta mais curta reforça sustentação

A combinação entre exportações fortes e menor disponibilidade de animais terminados tem sido um dos principais vetores de sustentação dos preços.

Quando a indústria encontra dificuldade maior para compor escalas de abate e, ao mesmo tempo, mantém bom ritmo de vendas ao exterior, a tendência é de maior resistência nas cotações.

Esse quadro favorece principalmente o produtor que conseguiu reter animais e organizar a oferta em um momento de mercado mais aquecido. Também fortalece o bezerro, já que a reposição acompanha o viés positivo da pecuária de corte.

Momento positivo para a pecuária

O primeiro trimestre de 2026 começa, portanto, com um sinal claro de força para a pecuária bovina brasileira. O recorde nas exportações, aliado à valorização da carne no exterior, reforça um ambiente mais favorável para a cadeia, com reflexos diretos sobre o boi gordo e a reposição.

Para o produtor rural, o cenário indica que o mercado segue sustentado por fundamentos consistentes: demanda internacional firme, preços externos em alta e oferta interna mais enxuta.

Se esse ritmo continuar nos próximos meses, a tendência é de manutenção de um mercado ainda firme para a pecuária de corte, com impacto direto sobre margens, planejamento de venda e estratégias de terminação ao longo de 2026.

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