O mercado brasileiro de reposição opera com firmeza nas cotações em 2026, impulsionado pelo encurtamento na disponibilidade de animais no campo e pela postura mais cautelosa do criador. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o bezerro é a categoria que registra a valorização mais expressiva do ano, superando com folga o ritmo de alta observado no boi magro e no próprio boi gordo.
Esse movimento altista reflete a virada no ciclo pecuário, caracterizada pela maior retenção de matrizes e fêmeas nas fazendas de cria. Ao limitar o descarte para o abate, a oferta de animais jovens fica mais ajustada nas principais praças de leilão e negócios diretos, enquanto recriadores e invernistas mantêm uma demanda ativa e constante para abastecer seus sistemas de produção.
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Impacto na relação de troca e custo da recria
O descompasso entre a velocidade das altas das diferentes categorias altera o planejamento financeiro da atividade porteira adentro:
Aquisição de bezerros: a valorização acelerada exige um desembolso significativamente maior por cabeça para quem está iniciando o ciclo de recria, elevando os custos de entrada;
Negociação de boi magro: embora opere em patamares firmes, a categoria teve uma valorização mais moderada ao longo do ano. Como seu avanço foi mais contido em comparação ao boi gordo, a relação de troca entre o animal terminado e a reposição para engorda permanece menos pressionada para os invernistas e confinadores.
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