A produção brasileira de carne suína deve registrar seu ápice volumétrico entre julho e setembro de 2026, de acordo com estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), calculadas a partir de dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o último trimestre seja historicamente marcado pelo aquecimento da demanda e pela valorização da proteína, a atual sobreoferta acumulada ameaça limitar o potencial de alta das cotações nas semanas finais do ano.
O aumento da atividade nas granjas e frigoríficos durante o terceiro trimestre é um movimento tradicional da atividade:
Preços baixos e sobreoferta pressionam mercado de suínos em 2026
Carne suína de Goiás ganha mercado externo e exportação salta 15%
Previsão de demanda: os agentes ampliam o ritmo de criação e abate para abastecer o consumo sazonal das festas de fim de ano no mercado doméstico e atender a contratos de exportação;
Concentração de volume: em 2026, a manutenção desse ciclo intensifica a entrada de carne nas gôndolas e nos centros de distribuição em patamares acima da média.
Pressão contínua sobre o mercado independente
Pesquisadores do Cepea destacam que o excesso de animais e cortes tem sido uma constante ao longo de 2026, afetando diretamente a ponta produtora que atua fora dos contratos de integração:
Desvalorização de cortes: a sobreoferta no mercado físico independente vem empurrando os preços do animal vivo e dos principais cortes para níveis historicamente baixos;
Expectativa para o 4º trimestre: mesmo com o consumo de carnes aquecido no encerramento do ano pelo pagamento do décimo terceiro salário e celebrações, o excedente nos armazéns e na cadeia produtiva deve atuar como um teto para as correções de preços.
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