A recente escalada nas cotações internacionais dos grãos foi motivada pelo aumento do risco geopolítico no Leste Europeu. O agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia gerou preocupações sobre a oferta na região do Mar Negro, impulsionando altas de mais de 6% no trigo e de quase 3% no milho na jornada anterior.
Do lado fundamental, a demanda global permanece bastante ativa. Dados recém-divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que foram negociadas 2,48 milhões de toneladas de soja americana na última semana para embarque na temporada 2026/2027. O forte ritmo de vendas coincide com a reta final do ano comercial 2025/2026 nos EUA, que se encerra oficialmente no dia 31 de agosto.
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Mercado brasileiro: Produtor cauteloso e cotações aquecidas no Paraná
No cenário doméstico, a reação dos preços no exterior e a elevação dos prêmios de exportação estimularam a entrada de novos lotes no mercado, embora o produtor rural brasileiro continue adotando uma postura de cautela diante da possibilidade plausível de novas altas.
Segundo levantamento da Granoeste Corretora, a formação de preços no mercado físico nacional mostra que os prêmios nos portos estão indicados entre 155 e 165 pontos no mercado spot, variando de 160 a 175 pontos para entregas em novembro e dezembro.
Na praça paranaense, as ofertas de compra no oeste do estado oscilam entre R$ 146,00 e R$ 148,00 por saca, enquanto a entrega no Porto de Paranaguá alcança a faixa de R$ 157,00 a R$ 160,00 por saca. Essas variações nas cotações internas permanecem diretamente atreladas aos prazos de pagamento, que podem ser mais curtos ou alongados, além do local de retirada e do período programado para o embarque.
