Queda do petróleo pressiona cotações do milho

Entrada da safrinha no mercado e clima nas regiões produtoras seguem no radar dos investidores
Queda do petróleo pressiona cotações do milho
Mercado monitora avanço da safrinha, clima nas lavouras e oscilações do petróleo.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado do milho vem perdendo força nos últimos dias, acompanhando o movimento observado na soja na Bolsa de Chicago (CBOT).

Na manhã desta quinta-feira, o contrato julho era negociado a US$ 4,63 por bushel, com queda de 5 cents. Na segunda-feira, o mesmo vencimento havia encerrado o pregão cotado a US$ 4,85.

Na sessão anterior, as perdas nos primeiros vencimentos ficaram entre 10 e 12 pontos. O comportamento do petróleo segue influenciando diretamente a formação dos preços do milho, principalmente por conta da relação com a produção de etanol.

Na Bolsa Brasileira (B3), o vencimento maio operava em R$ 66,25 por saca, ante R$ 66,44 no fechamento anterior. Já o contrato julho trabalhava em R$ 67,40, praticamente estável em relação ao pregão anterior.

Mercado brasileiro acompanha chegada da safrinha

No mercado interno, o foco está na entrada do milho da segunda safra. Algumas regiões que anteciparam o plantio já iniciaram a colheita, embora os primeiros resultados estejam abaixo das expectativas de produtividade.

Apesar disso, a tendência do mercado é de melhora gradual nos volumes à medida que a colheita avance nas próximas semanas.

As condições climáticas também seguem no radar dos participantes do mercado. Enquanto os estados do Sul receberam boas chuvas nos últimos dias, áreas produtoras de Minas Gerais e Goiás continuam enfrentando baixa umidade.

No Paraná, as indicações de compra no oeste do estado variam entre R$ 60 e R$ 62 por saca. Em Paranaguá, os preços da safrinha ficam entre R$ 67 e R$ 69 por saca, dependendo do prazo de pagamento, da localização do lote e das condições de embarque.

Outro fator acompanhado pelo setor é o comportamento do dólar. Na manhã desta quinta-feira, o câmbio operava em queda, cotado a R$ 4,89 — o menor patamar em mais de dois anos. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado em R$ 4,919.

A valorização do real frente ao dólar também impacta a competitividade das exportações brasileiras e influencia a formação dos preços internos do milho.

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