Segundo boletim de mercado divulgado pela Granoeste Corretora nesta quinta-feira, as cotações futuras do milho trabalham em campo levemente negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A posição referente a dezembro operava cotada a US$ 4,52 por bushel durante a manhã. O recuo pontual ocorre após uma sessão de quarta-feira positiva, em que os vencimentos mais curtos encerraram com ganhos de 1 a 3 cents, impulsionados pela demanda aquecida para a produção de etanol.
O principal fator de contenção para as cotações externas vem do avanço da safra norte-americana, cuja colheita transcorre em bom ritmo e entra em sua fase final. Apesar das intempéries registradas ao longo do desenvolvimento das lavouras, os últimos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam para um volume surpreendente, superando a marca de 400,0 milhões de toneladas colhidas no país norte-americano.
Exportação de milho opera com prêmios fracos e trava negócios da safra
Milho tenta recuperação em Chicago e opera com leve alta na B3
No cenário financeiro e energético internacional, o barril de petróleo opera firme ao redor de US$ 110,0, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio após novos ataques promovidos pelo grupo Houthi contra alvos na Arábia Saudita. Paralelamente, o mercado cambial opera com leve valorização da moeda norte-americana, cotada a R$ 5,35, frente ao fechamento anterior de R$ 5,346.
Exportação desacelerada dita cautela nos negócios no Brasil
No ambiente doméstico, os fluxos de comercialização mantêm ritmo defensivo. As exportações brasileiras de milho continuam acumulando atraso na comparação anual: considerando as projeções de embarques até o encerramento de outubro, o volume total enviado ao exterior deve atingir cerca de 21,5 milhões de toneladas na temporada, volume consideravelmente abaixo dos 26,2 milhões registrados em igual período do ciclo passado.
A demanda interna das indústrias de ração e processamento permanece comedida. Contudo, a recente acomodação do câmbio em patamares mais elevados elevou a paridade de exportação, o que acaba funcionando como balizador e ponto de suporte para as negociações de compra das agroindústrias locais, embora o ambiente geral continue pautado pela cautela.
Na B3 (antiga BMF), os contratos futuros trabalham em ligeira baixa técnica: o vencimento novembro opera em R$ 66,55 por saca (contra o fechamento anterior de R$ 66,80), enquanto a posição para janeiro de 2027 marca R$ 70,25 por saca (frente aos R$ 70,57 do ajuste prévio).
No mercado físico regional, as ordens de compra no oeste do Paraná circulam entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca, ao passo que no Porto de Paranaguá os negócios giram no intervalo de R$ 65,00 a R$ 68,00 por saca. As variações nos valores praticados refletem os prazos de pagamento acordados e, nas praças do interior, a distância e as condições logísticas do lote negociado.
