O mercado futuro do milho estendeu a trajetória de retração nesta quarta-feira, operando no campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT) e na B3, conforme dados da Granoeste Corretora. O vencimento para setembro registrava perda de 3 pontos na manhã de hoje, cotado a US$ 4,38/bushel, após encerrar o pregão anterior com desvalorização de 7 pontos.
Na B3, a tendência foi acompanhada pelos principais contratos: a posição de setembro operava a R$ 68,30/saca (frente aos R$ 68,65 do fechamento anterior), enquanto o contrato de novembro balizava em R$ 73,05/saca (ante R$ 73,25). O principal vetor altista para a pressão nas bolsas é o fator climático nos Estados Unidos. A entrada de previsões de chuvas sobre o cinturão produtor norte-americano trouxe alívio hídrico para as lavouras e reduziu as preocupações de mercado quanto ao potencial produtivo dos EUA.
Avanço da colheita e consumo interno ditam preços do milho no Brasil
Colheita do milho atinge 37,3% e entra na fase mais intensa em MS
Além das condições climáticas, a corretora destaca que o mercado financeiro monitora desdobramentos geopolíticos. Os conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, somados aos constantes ataques a embarcações no Mar Vermelho, seguem gerando transtornos no comércio global, com impactos diretos e reduções temporárias no fluxo de transporte marítimo de grãos e derivados de petróleo.
Panorama Brasil: avanço da colheita e estimativas no Paraná
No cenário doméstico, a Granoeste Corretora analisa o avanço das operações no campo. Levantamento da Safras Mercado aponta que a colheita do milho safrinha na porção Centro-Sul do Brasil alcançou 69,1% da área cultivada. O ritmo atual permanece abaixo dos 75,2% registrados no mesmo período da temporada passada e inferior à média histórica de cinco anos, que é de 74,5%.
No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que a colheita atingiu 52% da área, contra 38% observados na semana anterior. Entre as lavouras que ainda aguardam a entrada das máquinas, 85% encontram-se em boas condições, 10% em situação regular e 5% em condição ruim.
Embora a área semeada no estado tenha alcançado 2,9 milhões de hectares — crescimento de 2% frente aos 2,8 milhões da safrinha 2025 —, o órgão projeta uma queda de 5% na produtividade média. Por conta disso, a produção total do Paraná está estimada em 17,0 milhões de toneladas, volume menor se comparado às 17,9 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado.
No mercado físico regional, as indicações de compra para o milho no Oeste do Paraná oscilam na faixa entre R$ 59,00 e R$ 61,00 por saca. Para a entrega no Porto de Paranaguá, os valores balizam entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca, variando de acordo com o local do lote e os prazos de pagamento acordados. No câmbio, o dólar operava em leve baixa a R$ 5,12, após fechar a sessão anterior cotado a R$ 5,133.
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