Depois de iniciar a semana com valorização superior a 2%, o mercado do milho opera em leve queda nesta quarta-feira (1º). Os contratos futuros em Chicago recuam até 2 pontos, com o vencimento de dezembro cotado a US$ 4,31 por bushel.
Na B3, o cenário é de estabilidade. A posição de novembro está em R$ 67,55, praticamente no mesmo nível do fechamento anterior, enquanto janeiro registra R$ 71,25. Segundo a Granoeste, o movimento reflete um momento de ajuste natural, já que os preços haviam subido de forma consistente nos últimos dias.
Milho opera em leve queda em Chicago com colheita nos EUA no fim
Exportação de milho opera com prêmios fracos e trava negócios da safra
Milho tenta recuperação em Chicago e opera com leve alta na B3
O foco do mercado internacional agora se volta para a reunião entre Trump e Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira. Há grande expectativa de que o diálogo possa sinalizar uma retomada nas relações comerciais, o que inclui a compra de produtos agrícolas. Essa possibilidade mantém os investidores atentos e traz alguma sustentação aos preços, mesmo após a leve correção.
Exportações brasileiras e avanço no plantio
Enquanto isso, as exportações brasileiras seguem em ritmo forte. O line-up dos portos indica que outubro deve encerrar com cerca de 6,5 milhões de toneladas embarcadas. Até a terceira semana do mês, os volumes já somavam 5,2 milhões de toneladas. O resultado mostra o dinamismo da logística nacional e o apetite do mercado externo pelo cereal brasileiro.
No Paraná, o plantio da safra de milho verão está praticamente finalizado. Dados do Deral apontam avanço de 98% da área estimada em 334 mil hectares. Além disso, a produção deve atingir 3,4 milhões de toneladas, acima das 3,1 milhões registradas na temporada passada.
Por outro lado, o mercado interno segue calmo. No oeste do estado, as indicações de compra variam entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saca. Em Paranaguá, os preços permanecem entre R$ 65,00 e R$ 68,00, dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote.
O câmbio, por sua vez, mantém-se estável em R$ 5,36, mesmo valor do fechamento anterior. Assim, o equilíbrio cambial contribui para preservar o atual patamar de preços no mercado doméstico.
