O mercado futuro do milho atinge o intervalo desta quinta-feira sem direções definidas na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato de setembro cotado a US$ 4,37/bushel. O movimento ocorre após o recuo de 5 pontos na sessão anterior, refletindo o clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste norte-americano e a acomodação do mercado internacional de petróleo.
No ambiente externo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas para exportação somaram 1,14 milhão de toneladas na última semana, somando os volumes das safras 2025/2026 e 2026/2027.
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Na B3, as cotações futuras registram acomodação nas posições de curto e médio prazos, acompanhadas pela leve queda do dólar, cotado a R$ 5,11 no comercial:
Vencimento setembro/26: operando em R$ 67,95/saca (frente a R$ 68,30 do fechamento anterior);
Vencimento novembro/26: trabalhado em R$ 72,60/saca (frente a R$ 73,00 do fechamento anterior).
Oferta em alta e gargalos de umidade no Brasil
No cenário nacional, o mercado físico permanece travado e com pouca liquidez, conforme aponta a Granoeste Corretora. O avanço rápido da colheita da segunda safra — que já supera 70% da área cultivada no País — injeta um volume expressivo de grãos no mercado físico, aumentando a oferta disponível.
Entretanto, o excesso de umidade registrado durante o recolhimento das lavouras acendeu o alerta em regiões estratégicas. No Paraná, principalmente no Oeste e Sudoeste do estado, a proliferação de problemas de qualidade no grão colhido dificulta a padronização dos lotes e reduz o apetite das indústrias compradoras.
No mercado físico regional, as indicações de compra no Oeste do Paraná oscilam na faixa de R$ 59,00 a R$ 61,00/saca. Para o Porto de Paranaguá, as referências de compra variam entre R$ 65,00 e R$ 67,00/saca, a depender dos prazos de pagamento acordados e da localização do lote no interior.
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