A persistência de chuvas volumosas nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) segue comprometendo as atividades de campo e o abastecimento da indústria de mandioca. O solo encharcado dificulta o tráfego de maquinários e a retirada manual das raízes, limitando tanto o ritmo da colheita quanto os trabalhos de plantio da nova safra. O quadro foi agravado por quedas frequentes no fornecimento de energia elétrica em diversas indústrias de processamento, o que forçou a redução nos dias de esmagamento fabril.
Com a menor entrada de matéria-prima nos pátios das fecularias e casas de farinha, a disponibilidade de raiz in natura e de derivados industriais — como fécula e farinha — permaneceu restrita. Essa contração na oferta funcionou como um suporte direto para as cotações, que operaram praticamente estáveis nos últimos dias, interrompendo pressões baixistas costumeiras em períodos de safra plena.
Chuva reduz oferta e eleva preço da raiz de mandioca
Preço da mandioca atinge maior patamar desde fevereiro de 2025
Produtores priorizam plantio e mantêm oferta enxuta no mês
De acordo com as análises do Cepea, os mapas meteorológicos indicam a manutenção de chuvas frequentes sobre as faixas mandioqueiras nas próximas semanas, desenhando a continuidade desse cenário ao longo de todo o mês.
Mesmo nos intervalos de tempo firme em que o solo permita melhor tração para a colheita, os pesquisadores apontam que a oferta de raízes não deverá registrar saltos expressivos. A maioria dos mandiocultores sinaliza prioridade operacional na implantação da safra nova de ramas e no avanço da semeadura de grãos de verão em áreas de rotação. Com a mão de obra e os maquinários concentrados na semeadura, a oferta para as indústrias tende a seguir controlada, mantendo o ambiente favorável à firmeza dos preços da mandioca.
