O município de Terra Roxa, polo agrícola estratégico no Oeste do Paraná, foi palco de mais um episódio de tensão no campo neste domingo (16). A Fazenda São Paulo, uma propriedade produtiva de 1,2 mil hectares dedicada ao cultivo de soja e com o milho safrinha recém-colhido, teve parte de sua área invadida por cerca de 30 indígenas — somando-se a outro trecho do mesmo imóvel que já se encontrava ocupado por um grupo distinto.
Assim que a movimentação foi constatada, o produtor rural registrou o Boletim de Ocorrência (BO) e acionou imediatamente o suporte jurídico do Sindicato Rural de Terra Roxa, que mobilizou equipes da Polícia Militar do Paraná.
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Com a atuação rápida das lideranças locais e das forças de segurança, a área foi totalmente desocupada no fim da tarde do próprio domingo. A saída dos ocupantes ocorreu de forma pacífica, conduzida pelo diálogo e sem necessidade do uso de força policial. O presidente do Sindicato Rural de Terra Roxa, Fernando Volpato Marques, destacou que a assessoria jurídica presente no local desde as primeiras horas foi decisiva para conter o avanço e resolver o impasse.
Proximidade do BPFron em Guaíra fortalece segurança regional
A agilidade na resposta operacional no Oeste paranaense foi viabilizada pela recente reestruturação da segurança pública na região de fronteira. Com a transferência da sede administrativa do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) para o município vizinho de Guaíra, o deslocamento tático até as áreas rurais de Terra Roxa tornou-se muito mais rápido.
A integração direta entre a diretoria sindical e os conselhos municipais de segurança da região Oeste tem permitido um canal de comunicação imediato para conter tentativas de ocupação logo no início.
Histórico de ocupações acende alerta no Oeste e Noroeste
O caso em Terra Roxa evidencia a vulnerabilidade do produtor rural em uma das regiões mais produtivas do estado, somando-se a outros conflitos fundiários recorrentes no Oeste e Noroeste, como em Guaíra, Quedas do Iguaçu, Xambrê e Umuarama.
Lideranças do agro paranaense apontam que normativas federais recentes enfraquecem o direito à propriedade e cobram rigor na aplicação da lei para estancar a insegurança jurídica que ameaça os investimentos agrícolas na região Oeste.
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