A baixa disponibilidade de frutas no cinturão citrícola mantém as cotações da lima ácida tahiti em patamares elevados neste encerramento de agosto. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o descompasso entre a oferta escassa e a procura aquecida dita o ritmo do mercado, garantindo liquidez e preços firmes mesmo com menor volume físico negociado.
Apesar da restrição de colheita típica da entressafra, o padrão comercial e a qualidade fitossanitária dos lotes que chegam ao mercado permanecem satisfatórios, o que reforça o poder de barganha dos citricultores nos principais entrepostos comerciais.
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Quebra na florada limita recuperação nos pomares
Para os meses de setembro e outubro, o setor aguarda a entrada de frutos originados das induções florais realizadas no início do ano. No entanto, analistas do Cepea alertam que o rendimento dessas floradas ficou aquém do potencial produtivo esperado.
O excesso de precipitações no início de 2026 atrapalhou tanto o florescimento quanto o pegamento e a fixação dos chumbinhos nos pomares. Como consequência direta, o fluxo de colheita que entrará nos próximos meses não terá força para gerar excedente de oferta.
Cotações devem manter sustentação no curto prazo
Embora o volume de frutas disponíveis tenda a registrar uma melhora gradual ao longo do início da primavera, o mercado não projeta recuo expressivo nas cotações.
A combinação de estoques baixos no campo e entrada escalonada e modesta de novos frutos garante que os preços pagos pela caixa da lima tahiti permaneçam em patamares rentáveis para o produtor rural nas próximas semanas.
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