A agropecuária consolidou-se como a principal alavanca do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará no segundo trimestre de 2026. Conforme os indicadores econômicos oficiais divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) nesta quarta-feira (30/09), o setor agropecuário estadual registrou um expressivo avanço de 13,88% no período entre abril e junho frente a igual trimestre de 2025. O resultado representa mais do que o dobro do desempenho apurado pelo agronegócio em nível nacional, que avançou 6,8% no mesmo comparativo, e marca o quinto trimestre consecutivo de expansão ininterrupta do campo cearense.
O salto produtivo na área rural superou amplamente as demais cadeias econômicas estaduais no segundo trimestre: a indústria cearense avançou discretos 0,39%, enquanto o setor de serviços cresceu 1,81%. A dinâmica robusta no interior do estado foi determinante para impulsionar o PIB total do Ceará a uma expansão de 2,21%, superando o índice de 2% verificado na economia brasileira como um todo.
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No acumulado do primeiro semestre de 2026 (janeiro a junho), a agropecuária cearense já acumula uma alta de 7,91%, mantendo ampla liderança frente ao crescimento de 2,45% dos serviços e de 0,30% da atividade industrial. Com base na força dos negócios no campo, o Ipece projeta uma expansão anual consolidada de 2,48% para a economia do Ceará ao término de 2026.
Fruticultura irrigada exporta US$ 86,6 milhões e pecuária mostra contraste
O motor central da rentabilidade agropecuária cearense continuou sendo a fruticultura de alto valor agregado em perímetros irrigados. Durante os seis primeiros meses do ano, os embarques externos de frutas alcançaram a cifra de US$ 86,6 milhões, puxados pela forte tração nas vendas de melão, melancia, mamão, banana, manga e pitaia para as prateleiras internacionais.
No segmento pecuário, o balanço do Ipece evidenciou trajetórias contrastantes entre as principais bacias zootécnicas do estado. A produção de leite manteve trajetória positiva e sustentou novo período de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado em função dos custos operacionais de alimentação do rebanho. Em contrapartida, a avicultura de postura permaneceu em rota de retração, registrando nova queda nos volumes de ovos produzidos no período.
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