O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul abriu o mês registrando preços firmes e liquidez limitada. De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a postura retraída dos cafeicultores e cerealistas — que seguram a oferta na expectativa de cotações mais atrativas — tem dificultado a recomposição de estoques por parte das indústrias beneficiadoras.
O cenário doméstico valorizado, somado ao encerramento dos leilões de estoques públicos promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), provocou um recuo nas exportações e um avanço direto nas importações de arroz pelo Brasil em julho.
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A dinâmica de comercialização do arroz no principal estado produtor do País reflete a disputa entre a margem desejada pelo campo e a capacidade de repasse da indústria ao consumidor final:
Expectativa de preço: Os produtores gaúchos mantêm cautela na liberação de novos lotes e miram o patamar de R$ 80,00 por saca de 50 kg (livre de frete e impostos) para intensificar as vendas, valor considerado ideal para cobrir os custos e garantir remuneração;
Gargalo no beneficiado: Embora o arroz em casca siga valorizado no campo, as indústrias relatam dificuldades para repassar a alta das cotações da matéria-prima ao arroz beneficiado nos supermercados;
Queda nos embarques: Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações brasileiras de arroz recuaram em julho, interrompendo dois meses seguidos de forte expansão. Segundo o Cepea, o movimento foi provocado pelo fim dos leilões da Conab e pela menor competitividade do produto nacional no exterior diante dos preços aquecidos internamente;
Aumento das importações: Para compensar a escassez de lotes no mercado doméstico e garantir a operação do parque industrial, as tradings e beneficiadoras elevaram a compra de arroz importado de países vizinho
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