A disponibilidade restrita de arroz em casca continua oferecendo sustentação às cotações no Rio Grande do Sul. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário é impulsionado pela necessidade de reposição das indústrias beneficiadoras, somada à postura retraída dos orizicultores e às adversidades climáticas no estado.
Mesmo com uma aproximação gradual entre os valores propostos pelos compradores e as pedidas dos vendedores, o volume de negócios no mercado disponível permanece reduzido. Com a expectativa de novas valorizações, os produtores seguram os lotes nos armazéns. Diante da dificuldade de originação, indústrias chegaram a aumentar as ofertas de compra nos últimos dias e, em situações pontuais, suspenderam temporariamente a comercialização de arroz beneficiado por falta de matéria-prima para cumprir novos contratos.
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Além da resistência de venda por parte dos agricultores, os episódios recentes de chuva intensa no território gaúcho prejudicaram o transporte e o carregamento das cargas em diversas regiões produtoras.
Segundo os pesquisadores do Cepea, essas dificuldades de escoamento direcionaram a demanda das indústrias preferencialmente para lotes que já se encontram depositados dentro das próprias unidades de beneficiamento, acirrando a disputa pelo cereal disponível e encurtando ainda mais a oferta circulante no mercado físico.
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