No Dia Nacional da Banana, celebrado neste 22 de setembro, a trajetória do produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Dom Aquino, Wildon Cardoso de Souza, exemplifica a consolidação da fruticultura como alternativa estratégica de diversificação econômica em Mato Grosso. À frente do Sítio Paraíso e do Sítio São José, localizados no sudeste do estado, o agricultor cultiva aproximadamente 72 hectares com 160 mil plantas, divididas em partes iguais entre a banana nanica (80 mil covas) e a banana-da-terra (80 mil covas).
A produção abastece centros consumidores regionais como Campo Verde, Dom Aquino, Jaciara, São Pedro da Cipa, Juscimeira e Rondonópolis, além de atender demandas pontuais na capital, Cuiabá. Durante visita técnica à propriedade, o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, ressaltou o papel transformador da atividade para o interior do estado:
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"O Wildon está transformando a economia do município, que talvez não era visto pelo mato-grossense, com a produção desse produto tão importante na nossa mesa do dia a dia, que é a banana. Não só essa banana nanica, mas também a banana-da-terra, que é a grande banana da nossa farofa mato-grossense. É um município que não tem as grandes culturas, mas tem a fruticultura aqui, descobrindo um novo modelo de gestão para gerar trabalho e renda."
O ponto de virada na condução do negócio ocorreu após a participação de Wildon em uma missão técnica organizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) em 2024, que levou produtores aos polos irrigados de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Com a bagagem técnica adquirida no Vale do São Francisco, o produtor estruturou um plano de expansão via arrendamento de novas áreas que poderá triplicar a área plantada atual.
Liderança na assistência técnica estadual
O avanço da propriedade conecta-se aos números globais do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar MT no segmento de Fruticultura Perene:
Representatividade: A banana lidera o ranking estadual do programa, estando presente em 33,9% das 704 propriedades atendidas em 54 municípios;
Ocupação do solo: A fruta responde por 42,1% de toda a área monitorada pela assistência técnica, perfazendo cerca de 830 hectares;
Receita agregada: O faturamento consolidado das áreas de banana acompanhadas pelo programa alcançou R$ 961.105,54.
Apesar da escala em expansão, o produtor aponta desafios inerentes ao negócio, como a dependência de mão de obra intensiva para o manejo manual dos cachos, a concorrência comercial com frutas enviadas por grandes polos de fora do estado e o risco de ventanias, que provocam o tombamento de plantas carregadas e perdas diretas na fase pré-colheita. O objetivo no médio prazo é consolidar os pomares de banana antes de introduzir novas espécies frutíferas na matriz produtiva.
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