Custos do leite sobem 0,44% em junho no RS, com pressão de energia e fertilizantes e expectativa é de queda em julho
Os custos de produção do leite no Rio Grande do Sul subiram levemente em junho. O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC), calculado pela Farsul, teve alta de 0,44% no mês. A elevação foi puxada, principalmente, pelo aumento no preço do petróleo e dos fertilizantes, que subiram 9,6% e 11,3%, respectivamente.
Conforme o relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta segunda-feira (4), os custos com energia elétrica também contribuíram para a alta, com elevação de 5,6%. Segundo a entidade, os conflitos no Oriente Médio impactaram diretamente os preços internacionais de petróleo e insumos agropecuários.
Por outro lado, houve alívio em alguns itens. Os custos com silagem caíram 2,7%, enquanto o concentrado teve redução de 0,9%. Isso ocorreu devido à maior oferta de milho e à estabilidade nos preços da soja.
Apesar da leve alta em junho, o acumulado do ano ainda indica deflação de 2,12%, segundo o ILC. Já no acumulado de 12 meses (junho de 2024 a junho de 2025), a inflação chega a 9,73%. Nesse período, os destaques de alta foram os fertilizantes (35,6%), a silagem (10%), o sal mineral (16,7%) e a energia elétrica (8,9%).
A Farsul aponta que há sinais de desaceleração nos custos de produção. O atual cenário é influenciado pela política monetária contracionista, com juros elevados no Brasil, o que tende a conter novas pressões inflacionárias no setor.
Para julho, a expectativa é de redução nos custos. A queda nos preços do milho e da soja deve baratear a alimentação animal. Além disso, o recuo recente nas cotações do petróleo e a valorização do real podem atenuar o custo dos fertilizantes, bastante sensível a esses dois fatores.