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Tarifa dos EUA pressiona mercado, mas exportações da piscicultura se sustentam

Mesmo com tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, setor manteve volume exportado e registrou leve crescimento na receita ao longo do ano

Tarifa dos EUA pressiona mercado, mas exportações da piscicultura se sustentam

Piscicultura brasileira mantém desempenho estável nas exportações, mesmo diante de restrições tarifárias no mercado internacional. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
26/01/2026 |

As exportações brasileiras da piscicultura registraram estabilidade em 2025, apesar do cenário adverso no comércio internacional. O setor movimentou mais de US$ 60 milhões no ano, com crescimento de 2% na receita e leve queda de 1% no volume embarcado, que somou quase 13,7 mil toneladas.

O resultado chama atenção porque ocorreu em um contexto desafiador, marcado pela imposição de tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre o pescado brasileiro. Ainda assim, o impacto final foi menor do que o inicialmente esperado.

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Segundo o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Pedroza, o tarifaço passou a valer apenas em agosto. Por isso, os efeitos se concentraram no segundo semestre. No terceiro e no quarto trimestres, as exportações caíram 28% e 34%, respectivamente, na comparação com 2024.

No entanto, o bom desempenho entre janeiro e julho compensou as perdas posteriores. Como resultado, o valor total exportado em 2025 ficou acima do registrado no ano anterior.

Entre os produtos, os filés frescos ou refrigerados seguiram como principal categoria exportada. O segmento avançou 12% em valor, passando de US$ 36,6 milhões em 2024 para US$ 41,1 milhões em 2025.

Por outro lado, os peixes inteiros congelados apresentaram retração de 27% na receita, somando US$ 12,9 milhões no ano. Ainda assim, um destaque positivo foi o forte crescimento dos filés congelados, com alta de 245% no valor exportado.

Mudanças nos mercados de destino

Outro ponto relevante foi a queda das exportações de tilápia para os Estados Unidos. Esse movimento levou as empresas brasileiras a buscar novos destinos para o produto.

Nesse contexto, houve aumento expressivo dos embarques de tilápia para o Canadá, com crescimento de 108%, além da retomada das vendas para o México. Também ganhou força a exportação de filés congelados de tilápia, que avançou 421%, indicando uma estratégia de diversificação de mercados.

Apesar dessas mudanças, os Estados Unidos seguiram como principal destino do pescado brasileiro em 2025, respondendo por 87% do valor exportado, com mais de US$ 52,1 milhões. O Canadá aparece na sequência, mas com volume bem inferior.

Para 2026, a expectativa é de cautela. Caso a tarifa norte-americana seja mantida, a tendência é de redução nas exportações. Embora o setor busque alternativas, a substituição do mercado dos EUA no curto prazo ainda é considerada difícil.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Exportações # Piscicultura
# Piscicultura Nacional # Estados Unidos # Volume #
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