Milho tem forte queda na bolsa brasileira nesta quarta

Índices fecharam no negativo também para as maiores empresas do país
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- Especial para Rural News
Publicado em 28/02/2024

Esta quarta-feira foi, mais uma vez, marcada por uma forte queda dos preços do milho na bolsa brasileira. O contrato de março caiu -1,44% enquanto o de maio teve queda maior, de -3,51%. Nos últimos 5 dias, os contratos para maio acumularam queda de R$ 8,51/sc.Este movimento negativo tem raízes na fraca competitividade do mercado brasileiro na exportação, que vinha trabalhando com preços superiores à paridade de exportação em cerca de R$10/sc, com os atuais reajustes, os preços de bolsa passam a ser mais fidedignos.Enquanto isso, os preços praticados no mercado interno de milho físico seguem descolados, trabalhando bem acima dos preços de paridade de exportação. E caso não haja absorção do mercado interno, os preços podem ceder também no balcão.Na CBOT, viu-se uma tentativa de recuperação nas cotações do complexo da soja, especialmente para o farelo e o grão. Porém, durante o pregão, o ímpeto comprador foi perdendo força devido a uma apreciação do dólar contra as principais moedas no mundo, reforçando a dificuldade dos EUA em se tornar mais competitivo e com isso boa parte da alta do dia desvaneceu.Com isso o farelo fechou com uma alta de +0,80%, o grão com alta de +0,39% e o óleo em queda de -0,75%.Para o milho, houve alta substancial, fechando na máxima do dia com +1,22%. Essa alta está condicionada à expectativa de que os números de exportação dessa semana venham mais fortes, uma vez que os preços do milho estavam nas mínimas dos últimos 3 anos e isso pode ter ajudado a aumentar o volume das vendas.Caso os números que serão publicados amanhã, não venham tão bons quanto o esperado, essa apreciação de hoje poderá ser completamente apagada!E o trigo segue em sua novela, condicionada aos fatores macroeconômicos. Ontem, o cereal subiu em meio a preocupações com a manutenção do corredor de escoamento de grãos da Ucrânia. E hoje caiu em meio a ofertas na Rússia e a uma perspectiva de um clima favorável ao desenvolvimento das lavouras.Para os ativos de risco, hoje foi um pregão majoritariamente negativo ao redor do globo. Em meio a novos desdobramentos da crise do setor imobiliário chinês, Shanghai caiu -1,91% e Hang Seng caiu -1,44%. Na Europa o principal índice acionário fechou estável e o destaque de queda ficou com a bolsa Londrina, caindo -0,74%. Nos Estados Unidos, apesar da publicação do PIB que seria mais favorável ao otimismo por lá, tivemos um dia de queda para o SP 500 de -0,16% e de -0,50% para a Nadaq.Aparentemente o tom de cautela se sobrepôs à publicação do PIB. Essa cautela dos mercados por lá se dá ao fato de que amanhã teremos a publicação do principal dado econômico do mês, a leitura da inflação mensal nos EUA, que promete trazer grande volatilidade para as bolsas.No mercado inteiro, a bolsa brasileira sucumbiu, caindo -1,14%. A queda no principal índice acionário se intensificou atrelada à queda de -5% da Petrobras. Hoje, as ações caem, após o seu presidente, Jean Paul Prates, anunciar que a empresa deve ser mais cautelosa quanto aos seus dividendos, sugerindo que o pagamento da participação dos lucros da empresa aos acionistas deve diminuir.


Movimento negativo tem raízes na fraca competitividade do mercado brasileiro na exportação
Movimento negativo tem raízes na fraca competitividade do mercado brasileiro na exportação

Sobre o autor

Sócio da Granoeste Investimentos desde 2016, graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e MBA em Inteligência Financeira pela Universidade Positivo. Especialista em renda variável de mercados globais e nacionais. Correspondente Bancário FBB100 Profissional credenciado junto a CVM como Agente Autônomo de Investimentos.
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