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Fretes agrícolas sobem com início do escoamento da soja

Avanço da colheita e necessidade de liberar armazéns impulsionam demanda por transporte de grãos em diversas regiões

Fretes agrícolas sobem com início do escoamento da soja

Fretes agrícolas sobem com início do escoamento da soja, que eleva a demanda por transporte. Foto: Canva

NOVA!
Foto do autor Francieli Galo
04/03/2026 |

Os fretes agrícolas registram alta com o início do escoamento da soja. O avanço da colheita pressiona os preços do transporte nas principais rotas do país.

A análise consta no novo Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal aponta que a expectativa de safra recorde, estimada em 178 milhões de toneladas, reforça a demanda por caminhões.

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Ao mesmo tempo, produtores aceleram o envio do milho remanescente da safra passada. Eles buscam liberar espaço nos armazéns para a nova produção. Com isso, soja e milho disputam transporte e corredores logísticos.

De acordo com a Conab, o movimento segue a sazonalidade do mercado. Tradicionalmente, janeiro e fevereiro concentram picos de colheita e elevam as cotações dos fretes agrícolas.

Mato Grosso lidera pressão

Em Mato Grosso, principal produtor de grãos, os preços subiram em janeiro. Cerca de um terço da safra estadual de soja já foi colhida. Fevereiro deve concentrar volume ainda maior.

Além disso, a oferta elevada de milho do ciclo anterior intensifica a disputa por transporte. Essa concorrência aquece o mercado rodoviário e impulsiona os fretes agrícolas.

Centro-Oeste e Matopiba

Mato Grosso do Sul também registrou demanda firme. Exportações e retomada das compras internas sustentaram o ritmo de embarques.

No Distrito Federal, as cotações avançaram em janeiro frente a dezembro. Custos maiores e demanda historicamente forte explicam o movimento.

No Piauí, o mercado apresentou menor movimentação. Ainda assim, a perspectiva de avanço da colheita elevou os preços médios em 15% nas principais rotas, na comparação com dezembro.

Em Goiás, o mercado operou com intensidade moderada. O atraso no ciclo da soja limitou a colheita em janeiro. Contudo, a expectativa é de concentração dos trabalhos a partir da segunda quinzena de fevereiro, o que pode pressionar os fretes agrícolas no curto prazo.

Já na Bahia e no Maranhão, os valores permaneceram estáveis. No estado baiano, o baixo preço do grão e a redução de estoques influenciaram o cenário. Já no Maranhão, a estabilidade do diesel, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), limitou oscilações.

Sul e Sudeste

No Paraná, a demanda oscilou conforme as particularidades regionais e a disponibilidade de cargas de retorno.

Em São Paulo, os preços recuaram em janeiro devido à fraca demanda. No entanto, a tendência é de pressão de alta com o avanço do escoamento da soja.

Exportações ganham ritmo

Os embarques de milho somaram 4,2 milhões de toneladas em janeiro, acima das 3,6 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. O Arco Norte liderou o escoamento, seguido pelos portos de Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul.

Já as exportações de soja atingiram 1,8 milhão de toneladas no mês. O porto de Santos concentrou a maior parte dos embarques, seguido por Paranaguá e pelos terminais do Arco Norte.

Com a colheita avançando e os volumes aumentando, o mercado projeta manutenção da firmeza nos fretes agrícolas nas próximas semanas.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Fretes # Fretes agrícolas
# Escoamento # Escoamento Sooja # Soja # Colheita
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