Portos do Sudeste movimentam 635 mi de ton até novembro e sustentam a balança comercial

Movimentação cresceu 6% em 2025, impulsionada por minério de ferro, petróleo e derivados

Portos do Sudeste movimentam 635 mi de ton até novembro e sustentam a balança comercial

Portos do Sudeste mostram seu protagonismo da infraestrutura logística do Brasil. Foto: Divulgação/MPor

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13/01/2026 |

Enquanto o Brasil registra o melhor triênio da história da balança comercial, entre 2023 e 2025, os portos do Sudeste reforçam seu protagonismo logístico. Até novembro de 2025, os terminais da região movimentaram 635,3 milhões de toneladas de cargas. O volume representa crescimento de 6,01% em relação ao mesmo período de 2024.

Além do avanço no total operado, o resultado confirma a capacidade da região de lidar com grandes volumes de commodities e, ao mesmo tempo, com cargas de maior valor agregado. Dessa forma, o Sudeste segue como pilar da logística nacional.

“O Sudeste demonstra, na prática, o conceito de eficiência multimodal. Temos portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades”, analisa o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Exportações recordes e aceleração no fim do ano

O desempenho dos portos de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo foi decisivo para o recorde de US$ 348 bilhões em exportações brasileiras em 2025. Ao longo do ano, a região operou como um hub polivalente. Assim, garantiu a saída de minério de ferro e petróleo, além de escoar a safra agrícola e receber insumos industriais.

Como resultado, as exportações cresceram 8,3% até novembro. Além disso, a navegação de longo curso avançou 6,58%. Com isso, o superávit comercial foi sustentado por uma base logística sólida e eficiente.

Na reta final do ano, essa sintonia ficou ainda mais evidente. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o recorde de exportações em dezembro foi impulsionado pela retomada das atividades das plataformas de petróleo, após paradas programadas.

Alta dos granéis líquidos e liderança das commodities

Os portos do Sudeste acompanharam o aumento da demanda. Apenas em novembro, a movimentação de granéis líquidos, que inclui petróleo e derivados, somou 19,2 milhões de toneladas. O volume representa alta de 22,54% frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de janeiro a novembro, a movimentação de granéis líquidos alcançou 206,6 milhões de toneladas. Esse resultado indica avanço de 9,01% na comparação anual. No mesmo mês de novembro, a região movimentou 59,6 milhões de toneladas no total, crescimento de 17% frente a 2024. Assim, o desempenho ajudou a evitar gargalos logísticos em um período de forte demanda internacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmam a liderança das commodities minerais. O minério de ferro segue como principal carga, com 215,9 milhões de toneladas movimentadas. Esse volume saiu, principalmente, pelos terminais de Tubarão, Itaguaí e Ilha Guaíba. Além disso, petróleo e derivados também tiveram destaque, somando 167,8 milhões de toneladas.

Santos reforça papel estratégico para agro e indústria

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, manteve seu papel estratégico em 2025. Entre janeiro e novembro, o porto movimentou 131,7 milhões de toneladas.

Além de liderar a carga conteinerizada no país, Santos foi essencial para o agronegócio. Nesse contexto, a soja se destacou, com 38,5 milhões de toneladas movimentadas na região. Assim, o Sudeste reforça sua posição como elo central entre agro, indústria e comércio exterior brasileiro.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Portos # Sudeste
# Balança Comercial # Infraestrutura logística # Brasil #
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