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Exportações brasileiras de etanol registram pior desempenho em oito anos

Mesmo com reação em dezembro, vendas externas de etanol acumulam queda em 2025 e atingem o menor volume exportado desde 2017

Exportações brasileiras de etanol registram pior desempenho em oito anos

As exportações brasileiras de etanol reagiram no fim de 2025, mas fecharam o ano com queda expressiva. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
09/01/2026 |

As exportações brasileiras de etanol apresentaram reação em dezembro, após dois meses consecutivos de forte retração. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para reverter o fraco desempenho do ano. No mês, os embarques somaram 173 milhões de litros, alta de 56,8% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No entanto, apesar do crescimento, o volume ficou 6,3% abaixo da média dos últimos cinco anos para dezembro. Dessa forma, o resultado indica uma recuperação apenas parcial do ritmo de exportações.

No acumulado de 2025, o Brasil exportou 1,612 bilhão de litros de etanol. Esse volume representa queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20% frente à média quinquenal. Com isso, o país registrou o menor volume anual exportado desde 2017.

Receita reage, mas não compensa queda no volume

Em termos de receita, houve avanço em dezembro. As exportações renderam US$ 101 milhões no mês, crescimento de 67,5% na comparação anual. Esse resultado decorre, principalmente, do aumento do volume embarcado e da leve recuperação dos preços internacionais.

Além disso, o valor médio do etanol exportado atingiu US$ 0,58 por litro, acima dos US$ 0,55 observados em dezembro de 2024. Ainda assim, no acumulado de 2025, a receita totalizou US$ 934 milhões, retração de 11,2% frente ao ano anterior.

Por outro lado, o preço médio anual subiu de US$ 0,56 para US$ 0,58 por litro. Assim, esse avanço ajudou a amenizar, ao menos em parte, o impacto da queda dos volumes exportados sobre o faturamento do setor.

Destinos mantêm concentração e importações avançam

Quanto aos destinos, a Coreia do Sul manteve a liderança em dezembro, com 98 milhões de litros, o equivalente a 56,5% do total exportado no mês. Na sequência, os Países Baixos absorveram 40 milhões de litros, consolidando-se como a principal porta de entrada do produto na Europa. Já as Filipinas importaram 15 milhões de litros.

Ao longo de 2025, a Coreia do Sul também permaneceu como principal compradora, com 780 milhões de litros, volume praticamente estável na comparação anual. Em contrapartida, os Estados Unidos reduziram as aquisições para 253 milhões de litros, queda de 18,4%. Por sua vez, os Países Baixos ampliaram significativamente as compras, que somaram 221 milhões de litros, alta de 45,3%.

Além desses mercados, Gana e Camarões ganharam destaque, com forte crescimento das importações. Enquanto isso, Filipinas e Nigéria reduziram suas compras de etanol brasileiro. Os demais destinos, por sua vez, responderam por uma fatia menor do volume total exportado.

Por fim, em sentido oposto às exportações, as importações brasileiras de etanol avançaram de forma expressiva em 2025. O país importou 319 milhões de litros, crescimento de 66,2% em relação a 2024 e o maior volume desde 2021. Desse total, a maior parte teve origem nos Estados Unidos, seguida por Paraguai e Argentina.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Exportações # Exportações brasileiras
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