Livro sobre mel de melato é publicado pela Secretaria da Agricultura

Melato: alimento de seres vivos das florestas de araucária e matéria-prima de um mel especial no Sul do Brasil
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Publicado em 18/03/2024

Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) lançaram recentemente o livro “Melato: Alimento de Seres Vivos das Florestas de Araucária e Matéria-Prima de um Mel Especial no Sul do Brasil”. A publicação fala sobre as interações entre insetos e plantas que possibilitam a produção do melato.

Uma das autoras, a pesquisadora Sidia Witter, conta que o melato é uma substância produzida por insetos chamados cochonilhas, e que serve de alimento para vespas, borboletas, formigas, e abelhas, entre outros. “As abelhas, quando coletam o melato, produzem um mel diferenciado, o mel de melato”, explica.
Publicação fala sobre as interações entre insetos e plantas que possibilitam a produção do melato
Publicação fala sobre as interações entre insetos e plantas que possibilitam a produção do melato

E esse produto tem registrado interesse crescente por parte do mercado nacional e, principalmente, pelo internacional, devido às suas propriedades terapêuticas e efeitos benéficos à saúde, segundo Sidia. A pesquisadora esclarece que o Estado é um dos produtores do mel de melato que conta com uma Indicação Geográfica desde 2021, o “Mel de Melato da Bracatinga do Planalto Sul Brasileiro”.
As abelhas, quando coletam o melato, produzem um mel diferenciado, o mel de melato.
Sidia Witter

“A bracatinga é uma árvore nativa da Mata de Araucária que abriga as populações de cochonilhas. A produção desse mel ocorre em uma zona que vai do Rio Grande do Sul ao Paraná”, especifica.

O livro é resultado das pesquisas do DDPA em parceria com a Embrapa Florestas, do Paraná; com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e com o Museu de História Natural de Basel, da Suíça. “Ele pretende suprir uma lacuna, que são publicações que abordam as interações entre plantas hospedeiras, insetos produtores de melato e abelhas”, comenta Sidia. “E é escrito em uma linguagem acessível. Por meio dele o público poderá conhecer mais sobre a flora e o grupo de insetos chamado cochonilhas, os quais têm uma grande importância para o equilíbrio do ecossistema das florestas de araucária no Sul do Brasil”.
A ideia dos autores da publicação é destacar a importância da biodiversidade nas matas de araucária e o cuidado com o manejo das bracatingas, além da produção do mel, de modo a não gerar desequilíbrio.


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