Queda no crédito rural exige planejamento antecipado para a próxima safra
Com recuo nas liberações, produtores precisam negociar com antecedência e reforçar o planejamento financeiro
Planejamento financeiro e antecipação na busca por crédito são estratégias fundamentais para enfrentar o recuo nas liberações do Plano Safra. Foto: Canva
Entre julho de 2024 e abril de 2025, o crédito rural do Plano Safra 2024/25 totalizou R$ 298,6 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O volume representa uma retração de 20% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, acendendo um alerta para o próximo ano-safra.
A redução nos desembolsos reflete um cenário de maior cautela por parte das instituições financeiras, o que exige atenção redobrada dos produtores rurais. Com o ritmo mais lento nas contratações, o planejamento financeiro se torna ainda mais essencial.
Este é o momento em que decisões estratégicas como compra de insumos, contratação de fretes e seguros precisam ser tomadas. Antecipar a busca por recursos pode proporcionar melhores condições de negociação e evitar pressões sobre a produção.
Segundo o Mapa, até abril, os recursos foram direcionados para custeio (R$ 142,7 bilhões), investimento (R$ 52,2 bilhões), comercialização (R$ 35,5 bilhões) e industrialização (R$ 15,9 bilhões). Apesar disso, a retração tem dificultado especialmente o acesso ao crédito por pequenos e médios produtores, que enfrentam mais barreiras na captação de financiamento.
Especialistas apontam que, mesmo com a queda nas liberações, o crédito rural segue como ferramenta crucial para manter a competitividade no campo — desde que seja utilizado de forma estratégica. A antecipação nas decisões financeiras permite maior controle da produção e diferencia os produtores que apenas se mantêm daqueles que conseguem crescer de forma consistente.
