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Expansão das áreas de plantio e capacidade de processamento de cacau oferecem novas oportunidades para o Brasil

O Brasil busca aproveitar a escassez global de cacau com a expansão das áreas de plantio e o aumento da capacidade de processamento.

Foto do autor Redação RuralNews
30/05/2025 |
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O mercado global de cacau enfrenta uma significativa redução na oferta das amêndoas, o que resultou em uma alta acentuada nos preços internacionais da commodity nos anos de 2024 e 2025. Costa do Marfim e Gana, os maiores produtores de cacau do mundo, continuam lidando com dificuldades que não têm uma resolução imediata. Problemas como eventos climáticos extremos, o aumento das lavouras afetadas pelo vírus CSSV (Cacao Swollen Shoot Virus), e a presença de lavouras envelhecidas e com baixa produtividade são alguns dos fatores que estão por trás dessa escassez, segundo um relatório da Hedgepoint Global Markets.

Com a redução da oferta nessas principais regiões produtoras, o mercado de cacau passou a buscar mais atenção em outras origens de amêndoas. "Países como Equador e Nigéria, que atualmente ocupam o terceiro e quarto lugar no ranking mundial de produtores, respectivamente, começaram a investir tanto na produção quanto no aumento da capacidade de processamento, aproveitando as oportunidades de mercado e os preços atrativos da commodity", afirma Carolina França, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

O Brasil, que na safra 2023/2024 foi o sexto maior produtor mundial de cacau, já teve um papel de destaque no setor, sendo um dos maiores produtores e exportadores de amêndoas. No entanto, a produção do país foi fortemente afetada pela disseminação da doença "Vassoura-de-bruxa" nas principais regiões produtoras. "Desde então, o Brasil tem se empenhado em diversas pesquisas e projetos para recuperar sua posição no mercado global de cacau, o que resultou na recuperação das lavouras nos últimos anos", explica Carolina.

Além do foco na produção, o Brasil também tem investido consideravelmente no processamento de cacau. Atualmente, o país possui uma capacidade de processamento superior a 300 mil toneladas — quantidade maior que a produção interna de cacau. Como resultado, o Brasil importa amêndoas de outros países produtores para suprir a demanda local. Em 2025, as importações líquidas totais de cacau (considerando amêndoas, pasta, manteiga e pó) aumentaram 62% em relação ao mesmo período do ano anterior.

"A maior parte das importações de cacau no Brasil, considerando os últimos anos, se refere às amêndoas. No entanto, o cacau em pó e a manteiga, que possuem maior valor agregado, são os principais produtos exportados, com destaque para a Argentina, consolidando o Brasil como um grande processador de cacau", comenta a analista.

Carolina também destaca que, recentemente, vários projetos têm se concentrado na expansão das áreas de plantio de cacau nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil. Entre esses projetos, está a maior fazenda de cacau do mundo, que usa tecnologia de ponta e clones de alto desempenho agronômico. "A combinação dessa expansão com a capacidade de processamento já existente coloca o Brasil em uma excelente posição para aproveitar as oportunidades no mercado de cacau nos próximos anos. O objetivo é superar 400 mil toneladas de produção até 2030", conclui.

TAGS: #Cacau # Brasil
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Editor RuralNews
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