Pecuária gaúcha mantém bom desempenho nutricional e sanitário no período seco
Produtores reforçam o controle de parasitas e ajustam a nutrição dos rebanhos na transição entre pastagens de inverno e verão
A pecuária de corte e leite do Rio Grande do Sul mantém bom desempenho sanitário e nutricional. Foto: Canva
A bovinocultura de corte no Rio Grande do Sul mantém boa condição nutricional dos rebanhos. O escore corporal está dentro do esperado para cada categoria. Esse resultado reflete o manejo alimentar adequado ao longo do período. Além disso, a condição sanitária permanece favorável. Os produtores intensificam o monitoramento de ectoparasitas, como carrapatos, mosca-dos-chifres e bernes, e adotam controles preventivos.
No mercado, o cenário acompanha o ritmo do campo. O movimento de valorização continua, típico da entressafra. Esse período marca a transição entre o fim das pastagens de inverno e o início da oferta de animais terminados em campo nativo ou pastagens de verão. Como o clima segue mais seco, a oferta de animais prontos tende a cair. Por isso, os preços regionais vêm registrando altas graduais.
Na bovinocultura de leite, o quadro é semelhante. De forma geral, os rebanhos apresentam bom escore corporal e sanidade adequada. O tempo seco favoreceu o controle de mastite e de parasitas. No entanto, em algumas propriedades, houve aumento no número de moscas e carrapatos, o que exige atenção constante. Devido à redução das pastagens de inverno, os produtores reforçaram a alimentação com suplementos energéticos e proteicos. Assim, garantem o desempenho dos animais até que as pastagens de verão ganhem mais volume.
