Preços da carne bovina se sustentam na 1ª quinzena de 2026
Demanda firme mantém valores no atacado e no boi gordo, apesar das despesas típicas do início do ano
Preços da carne bovina permanecem sustentados, impulsionados por demanda firme e oferta limitada. Foto: Canva
Os preços da carne bovina seguem sustentados na primeira quinzena de janeiro de 2026, contrariando o comportamento sazonal do período. Levantamentos do Cepea indicam que a demanda firme sustenta o mercado, mesmo com os custos extras comuns no início do ano.
Tradicionalmente, os consumidores reduzem o consumo de cortes mais caros neste período. Em geral, a preferência migra para opções mais acessíveis, como carne do dianteiro, além de proteínas suína e de frango. Ainda assim, esse movimento não se intensificou neste começo de ano.
No entanto, os agentes do mercado acompanham com atenção a segunda metade de janeiro. Isso porque o início do pagamento de tributos pode limitar a demanda por cortes de maior valor agregado.
No mercado de boi gordo, os preços permanecem praticamente estáveis. Esse comportamento reflete a combinação entre oferta restrita e demanda equilibrada ao longo da cadeia.
Desde novembro de 2022, a carne no atacado da Grande São Paulo mantém vantagem sobre o valor pago ao produtor. Considerando valores deflacionados pelo IGP-DI, 15 quilos de carcaça casada com osso seguem valendo mais do que a arroba do boi paulista.
Na parcial de janeiro, essa diferença alcança R$ 25,64 por arroba. O resultado reforça o cenário de sustentação dos preços da carne bovina neste início de ano.
