Portaria da Adapar reforça controle contra brucelose e tuberculose bovina no Paraná
Nova norma restringe o trânsito de bovinos e búfalos de propriedades com casos confirmados e amplia medidas de prevenção sanitária no Estado
Fiscalização sanitária em propriedades rurais integra as ações da Adapar para prevenir a brucelose e a tuberculose bovina no PR. Foto: Adapar / Divulgação
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou uma nova portaria com regras mais rigorosas para o controle da brucelose e da tuberculose bovina. As doenças são infecciosas, afetam o rebanho e também representam risco à saúde pública.
A norma restringe a movimentação de bovinos e búfalos oriundos de propriedades com casos confirmados no Estado. Nesses locais, o trânsito de animais fica proibido, com exceção do envio para abate imediato, até a conclusão total do saneamento sanitário.
A Portaria nº 013, de janeiro de 2026, estabelece que não é permitida a venda, doação ou transferência de animais vivos dessas propriedades, mesmo quando os exames apresentarem resultado negativo. Segundo a Adapar, a liberação só ocorre após o cumprimento integral de todos os protocolos exigidos.
Risco de disseminação exige maior rigor
De acordo com a chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas, a medida busca reduzir o risco de disseminação silenciosa das doenças. Isso ocorre porque os animais podem estar infectados sem apresentar sinais clínicos.
Além disso, existe a possibilidade de resultados falso negativos, principalmente nas fases iniciais da infecção. Falhas operacionais durante os exames, relacionadas ao manejo ou ao estresse animal, também podem comprometer os diagnósticos.
Por isso, o reforço no controle do trânsito é considerado uma ação preventiva essencial. O objetivo é proteger os rebanhos, preservar a saúde pública e avançar na erradicação das doenças no Paraná.
Ações contínuas fortalecem a sanidade animal
Paralelamente às restrições, a Adapar mantém ações permanentes de educação sanitária e orientação aos produtores rurais. O órgão também investe na rastreabilidade dos animais, com identificação individual, medida que amplia o controle sanitário.
Essas iniciativas seguem normas adotadas no Estado desde 2020 e vêm sendo aprimoradas ao longo dos anos. Em 2025, o Paraná registrou queda de 17% nos focos de brucelose bovina em relação ao ano anterior. Já os casos de tuberculose tiveram aumento de 4,5%, resultado atribuído à ampliação da vigilância e da capacidade de detecção.
Segundo a Adapar, apesar dos avanços, o controle das doenças exige atenção contínua, sobretudo em um estado com forte participação da pecuária leiteira na economia.
