Após um período de relativa estabilidade ao longo da primeira quinzena de agosto, os preços dos ovos comerciais passaram a operar em trajetória de queda nesta segunda metade do mês. De acordo com o acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a perda de fôlego nas vendas no varejo — movimento sazonal característico do encerramento do mês — atuou como o fator determinante para a desvalorização da proteína.
Diante do consumo reprimido na ponta final, as redes atacadistas e os canais varejistas ampliaram a pressão por descontos junto aos fornecedores. Para evitar o acúmulo indesejado de caixas nos galpões e garantir a fluidez no escoamento dos lotes perecíveis, os avicultores de postura cederam nas margens de negociação, ajustando suas tabelas para baixo.
Poder de compra de avicultores cai pelo segundo mês consecutivo em SP
Preço do ovo em agosto é o menor em termos reais desde 2020
Oferta ajustada atua como freio para baixas mais severas
Apesar da flexibilização por parte dos avicultores, o Cepea ressalta que o ritmo de desvalorização não foi mais expressivo devido à gestão da produção. Em diversas praças acompanhadas, a oferta controlada de ovos funcionou como um limitador para quedas mais bruscas no mercado.
O movimento de retração nos preços ocorreu de forma generalizada, atingindo tanto as granjas nas principais regiões produtoras quanto as centrais de abastecimento e atacados dos grandes centros consumidores do país.
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