A cadeia apícola brasileira alcançou um avanço diplomático e técnico decisivo para a retomada de seu espaço no mercado comunitário europeu. Em missão oficial concluída na última sexta-feira (4), auditores da União Europeia aprovaram os sistemas de vigilância e fiscalização sanitária apresentados pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária.
A inspeção em solo paulista concentrou-se na região de Ribeirão Preto, polo produtivo onde a equipe técnica estadual comprovou a solidez dos processos de biosseguridade mantidos na atividade apícola. Durante a averiguação, a Defesa Agropecuária demonstrou:
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Vigilância ativa contínua: Monitoramento de campo estruturado e executado de forma sistemática nos apiários desde 2023;
Registros auditáveis: Base cadastral georreferenciada e atualizada dos apicultores comerciais e entrepostos;
Rastreabilidade de ponta a ponta: Mecanismos de controle de trânsito e documentação de origem dos lotes de mel;
Rigor farmacológico: Fiscalização estrita sobre a ausência de antimicrobianos e resíduos químicos não autorizados;
Capacitação de base: Ações contínuas de educação sanitária e boas práticas de manejo conduzidas junto aos produtores rurais.
Articulação nacional e abertura de mercado
A vistoria em São Paulo integrou uma ampla auditoria sanitária nacional com duração de 12 dias, organizada para inspecionar estabelecimentos das cadeias de mel e carne de aves em múltiplos polos produtivos. O parecer favorável emitido pela comitiva europeia consolida uma etapa indispensável no processo de reabertura das exportações brasileiras ao continente, que agora aguarda a conclusão dos trâmites burocráticos e regulatórios em Bruxelas.
O resultado positivo atesta a eficiência operacional dos órgãos de defesa agropecuária dos estados vistoriados — incluindo as equipes de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais —, que atuam diretamente na fiscalização de campo, no controle zoossanitário e na preservação do status de sanidade exigido pelos mercados internacionais de maior valor agregado.
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