A preservação da sanidade dos rebanhos da América do Sul e a consolidação das defesas zoossanitárias pautaram os debates do International TAFS Forum, realizado nos dias 28 e 29 de outubro em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Representando o setor produtivo nacional, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) integrou as mesas técnicas dedicadas a aprimorar modelos de prevenção, fiscalização contínua e respostas imediatas a eventuais ocorrências de febre aftosa no continente.
Conduzido sob o tema “Fortalecendo a resiliência regional contra a febre aftosa”, o evento congrega participantes de sete países — Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Chile e Venezuela. O fórum estabeleceu um ambiente para cooperação científica e intercâmbio de práticas sanitárias orientadas à estabilidade epidemiológica da pecuária e à segurança alimentar nas cadeias de suprimento de proteína animal.
Festival no Oeste do Paraná reúne sabores coloniais da agroindústria
Mulheres do agro destacam liderança em evento
A pauta abordou o estágio de implantação do Banco Regional de Antígenos para Febre Aftosa (Banvaco), instrumento estruturado para viabilizar a produção rápida de imunizantes em cenários de emergência sanitária extrema. Os especialistas também avaliaram modelos de cooperação público-privada para a vigilância de fronteiras, desenho de planos de contingência, protocolos de rastreabilidade de rebanhos e ferramentas de comunicação aplicadas à saúde animal.
Capacitação na base e atuação com o Panaftosa
Durante as exposições, os delegados reforçaram a necessidade de procedimentos céleres de diagnóstico clínico e de comunicação oficial imediata aos serviços veterinários estaduais diante de qualquer suspeita em campo.
O coordenador de Produção Animal da CNA, João Paulo Franco, ressaltou o papel desempenhado pelos pecuaristas e colaboradores de fazenda, que realizam a observação contínua da tropa e dos lotes nas rotinas diárias de manejo.
"Nesse sentido, a CNA está discutindo com o Panaftosa a estruturação de uma capacitação de técnicos para levarem conhecimento aos produtores para agirem rapidamente em casos suspeitos", apontou o dirigente da entidade.
A rodada de discussões no Paraná contou com o respaldo de organismos internacionais que definem as diretrizes globais do comércio pecuário, reunindo técnicos e dirigentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (Panaftosa) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
