A pecuária de corte e leite do Rio Grande do Sul registrou melhora agronômica na oferta e no manejo de forragens nos últimos dias. De acordo com o informativo técnico divulgado pela Emater/RS-Ascar, a trégua nas precipitações e o retorno de dias ensolarados com maior radiação solar reduziram o encharcamento superficial dos solos, estimulando a rebrota vegetal e acelerando a transição do calendário entre os ciclos de inverno e verão.
No segmento dos campos nativos, a resposta vegetativa ocorre de forma heterogênea pelo território gaúcho:
Declaração de Trump abre portas para exportação de carne bovina aos EUA
Suspensão da União Europeia desafia MT a buscar novos mercados para a carne
“Vida que segue”: Carne brasileira sofre bloqueio da União Europeia
Região de Bagé: A rebrota segue em ritmo moderado, com entraves concentrados nas baixadas que acumularam lâminas excessivas de água; o sobrepastejo registrado em meses anteriores ainda limita a recuperação da capacidade fotossintética e reduz a oferta de massa verde de alta qualidade;
Região de Santa Maria: Em Júlio de Castilhos, a drenagem gradual do solo e a luminosidade impulsionaram a emissão de perfilhos, acelerando a recomposição da área foliar nativa.
Manejo de forrageiras de inverno e pré-secado
Nas áreas de pastagens cultivadas, a instabilidade climática recente levou os pecuaristas a readequarem as estratégias de conservação de alimento para os rebanhos.
Em Erechim, onde a aveia e o azevém estão em estágio vegetativo, a falta de janelas secas contínuas inviabilizou a desidratação adequada para o feno clássico, comprometendo fardos já recolhidos. Como resposta operacional, os pecuaristas migraram massivamente para a produção de pré-secado embalado em bolas plásticas.
Em Ijuí, as forrageiras de inverno entraram na fase de formação de grãos e vêm sendo roçadas ou dessecadas. A abertura do tempo viabilizou operações de corte para silagem de aveia e trigo, pré-secados e fenos pontuais. Já em Santa Rosa e Soledade, as parcelas mais precoces de aveia atingiram elongação e florescimento, recebendo adubações de cobertura com ureia e esterco para maximizar o último corte antes da dessecação definitiva voltada ao milho.
Largada das forragens de verão
Com a aproximação da primavera e a elevação paulatina das temperaturas, as pastagens perenes de verão começam a acordar da dormência com os primeiros fluxos de brotação.
Paralelamente, a implantação de forrageiras anuais de verão ganhou forte tração. Produtores de Frederico Westphalen e Ijuí intensificaram o plantio de capim-sudão para pastejo rotacionado direto e aceleraram a semeadura do milho silagem, assegurando volumoso no cocho para a engorda e produção leiteira dos próximos meses.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
