A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) lançou oficialmente, na terça-feira (1º), a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas. O ato ocorreu no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), no Parque de Exposições Assis Brasil, integrando a agenda oficial da 49ª Expointer. A previsão da entidade é reunir cerca de 25 mil participantes entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027, na Estação Experimental Terras Baixas (ETB) da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).
Durante o anúncio, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, ressaltou o papel do encontro na transferência de tecnologias, inovação e orientação de mercado para o homem do campo:
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"Isso é muito importante para os produtores: ter essa troca de informação, sair de suas propriedades para que consigam entender o que está acontecendo nas novas tecnologias e no mercado, voltando para casa com maior robustez de informações para tocar os seus negócios", pontuou Nunes.
Gestão de custos, estoques de passagem e mercado externo
A rentabilidade do orizicultor será o eixo central dos debates da 37ª edição. Nunes alertou que, embora o setor projete cotações remuneradoras, o momento exige cautela redobrada no planejamento da safra, descartando qualquer clima de euforia em função dos estoques remanescentes da safra passada.
A governança financeira ganha peso adicional diante do passivo acumulado no campo e das altas taxas de juros no crédito bancário, que encarecem o capital de giro e travam novos investimentos. Segundo o dirigente, a entidade reforçará as iniciativas de educação financeira para que os produtores qualifiquem a análise de margens e riscos antes de ir para o campo. Em paralelo, a abertura de novos destinos de exportação segue como prioridade para escoar excedentes e equilibrar a oferta doméstica, dependendo também do comportamento da safra no Hemisfério Norte.
Cooperação científica por uma década e modernização produtiva
A sustentabilidade das lavouras em terras baixas também terá forte ancoragem em pesquisa. O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Eduardo Ferreira Dutra, adiantou que a parceria com a Federarroz e o Senar-RS caminha para a formalização de um termo de cooperação técnica para assegurar a realização do evento na ETB pelos próximos dez anos, garantindo previsibilidade de investimentos e estrutura. No campo agronômico, a Embrapa foca em soluções contra a brusone, redução de custos e expansão de bioinsumos adaptados às várzeas.
Encerrando as manifestações, o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, destacou que a orizicultura permanece como um farol de vanguarda e resiliência para o agro gaúcho. Para a liderança, o nível de exigência atual exige aliar a coragem histórica do homem do campo a ferramentas avançadas de gestão e análise econômica para enfrentar a complexidade dos mercados globais.
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