O boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo, publicado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), retrata o impacto do clima recente sobre o andamento das safras de inverno e safrinha no Paraná. A passagem de uma frente fria entre os dias 28 e 29 de julho trouxe tempestades, ventos fortes e queda nas temperaturas em diversas regiões do Estado, seguida pelo retorno do sol e pancadas rápidas de chuva no início de agosto.
Nesse cenário, as duas principais culturas de grãos do período — o milho 2ª safra e o trigo — apresentam ritmos distintos de desenvolvimento e operação em campo.
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Milho 2ª safra: umidade desacelera colheita no campo
A colheita do milho de 2ª safra alcançou 52% da área cultivada no Paraná. De acordo com os técnicos do Deral, 85% das áreas estão em boas condições, 10% em situação média e 5% em condição ruim, com a quase totalidade das lavouras (95%) já na fase final de maturação.
O ritmo dos trabalhos, contudo, tem avançado de forma irregular. A alternância constante entre dias chuvosos e períodos de tempo firme provocou interrupções no campo devido à umidade elevada do solo e dos grãos. O boletim alerta ainda que a umidade excessiva causou casos de exaustão de colmo e risco de acamamento de plantas em algumas regiões. A qualidade geral dos grãos e a produtividade mantêm-se dentro da média, enquanto a comercialização evolui de forma cadenciada conforme o grão é retirado do campo.
Trigo: clima beneficia o enchimento de grãos
Para a cultura do trigo, o quadro geral é otimista. Com o plantio 100% concluído no Estado, 97% das lavouras apresentam boas condições e 3% estão em situação média. O parque cafeeiro do trigo encontra-se predominantemente nas fases reprodutivas de floração (32%) e frutificação (41%), enquanto 26% seguem em desenvolvimento vegetativo e 1% inicia a maturação.
O Deral destaca que a combinação de umidade no solo com dias ensolarados tem favorecido o enchimento de grãos. Embora o excesso de chuva tenha limitado certas operações de manejo, o quadro fitossanitário permanece sob controle. Pragas e doenças pontuais, como oídio e pulgões, vêm sendo manejadas adequadamente pelos produtores, sustentando expectativas positivas para o potencial produtivo da safra paranaense.
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