A disponibilidade restrita de mandioca nas principais regiões produtoras do país mantém a matéria-prima em forte ritmo de valorização. De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a média nominal da raiz atingiu o nível mais elevado registrado desde fevereiro de 2025, impulsionada pela combinação entre cautela comercial dos mandiocultores e entraves operacionais gerados pelo clima úmido.
Os pesquisadores do centro indicam que os produtores demonstraram baixo interesse na comercialização de raízes de primeiro ciclo (lavouras de um ano), preferindo mantê-las no solo para ganho de peso e teor de amido. Paralelamente a essa decisão estratégica, as precipitações frequentes e o excesso de umidade na terra dificultaram o tráfego de tratores e o arranque manual ou mecanizado das raízes, diminuindo o fluxo de descarregamento nos pátios fabris.
Preço da mandioca atinge maior patamar desde fevereiro de 2025
Chuvas afetam moagem de mandioca e sustentam cotações
Excesso de umidade atrasa mandioca e freia fecularias
Clima úmido dita o ritmo da indústria
A dinâmica de preços para o curto prazo continuará sob influência direta das condições meteorológicas:
Oferta abaixo da capacidade fabril: As indústrias processadoras (fecularias e farinheiras) enfrentam dificuldades para operar em plena capacidade devido à escassez de matéria-prima no mercado disponível;
Previsão de novas chuvas: Modelos agrometeorológicos apontam o retorno de precipitações nos próximos dias sobre importantes cinturões da cultura, o que deve prolongar os atrasos nas operações de colheita;
Sustentação de preços: Com a reposição industrial comprometida e os estoques de derivados em níveis moderados, a tendência apontada pelo Cepea é de manutenção da firmeza nas cotações da raiz.
