Os preços do feijão preto iniciam 2026 em forte alta no Paraná. Dados do Cepea indicam que, em algumas regiões do Estado, as cotações já alcançam os maiores patamares desde outubro de 2025.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento resulta, principalmente, da maior atuação de corretores e de agentes ligados à indústria no mercado. Além disso, a valorização pode estar associada à expectativa de redução significativa da área semeada no Paraná, o que tende a limitar a oferta do grão nos próximos meses.
Com alta na demanda, preços do feijão avançam no país
Cotações do feijão-preto avançam com oferta restrita
Oferta curta e demanda cautelosa oscilam preço do feijão
Enquanto isso, o mercado de feijão carioca apresenta comportamento distinto. Os preços variam entre as praças acompanhadas pelo Cepea, refletindo diferenças regionais na relação entre oferta e demanda.
No cenário externo, as exportações seguem como um fator de sustentação. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 32,01 mil toneladas de feijão em dezembro. Com isso, o volume total embarcado em 2025 atingiu 533,19 mil toneladas, estabelecendo um recorde histórico.
Mato Grosso liderou as exportações, com participação de 41,3% no total nacional. Já a Índia se consolidou como o principal destino do feijão brasileiro, respondendo por 59,7% das compras ao longo do ano.
