A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) emitiu um alerta formal aos produtores rurais paulistas diante da elevação drástica no risco de incêndios no campo. O comunicado baseia-se em boletim emitido pela Defesa Civil estadual, que aponta para uma conjuntura meteorológica crítica marcada pela sobreposição de temperaturas muito elevadas, índices severos de baixa umidade relativa do ar e acúmulo de biomassa vegetal seca.
O cenário amplia a vulnerabilidade de áreas com palhada remanescente, canaviais, pastagens dessecadas, fragmentos de mata nativa e margens de rodovias vicinais e estaduais. Diante disso, a entidade orienta a suspensão total de qualquer atividade que utilize fogo e pede atenção redobrada durante a operação de tratores e colheitadeiras, evitando atritos ou superaquecimentos que gerem fagulhas.
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Medidas preventivas e vigilância nas propriedades
Para conter a eclosão de focos, a Faesp recomenda a intensificação das rondas e do monitoramento estrutural nas fazendas, com foco em:
Áreas perimetrais: acompanhamento rigoroso de divisas com estradas e ferrovias;
Capacitação da equipe: instrução aos colaboradores rurais sobre protocolos preventivos e rotas de fuga em emergências;
Manejo do rebanho: garantia de fornecimento contínuo de água limpa e acesso a sombreamento para amenizar o estresse térmico dos animais.
Ao identificar qualquer coluna de fumaça, princípio de foco ou movimentação atípica nas imediações da propriedade, o acionamento dos órgãos de resposta deve ser imediato por meio dos canais oficiais, ligando para o Corpo de Bombeiros (193), a Defesa Civil (199) ou a Polícia Militar (190).
A entidade adverte categoricamente que produtores e trabalhadores rurais não devem tentar combater frentes de fogo desprovidos de equipamentos de proteção individual (EPIs), capacitação técnica em brigadas e condições seguras de vento e visibilidade.
Danos estruturais e impacto socioeconômico
A propagação descontrolada do fogo no meio rural gera prejuízos em cadeia que extrapolam a área plantada, destruindo benfeitorias, fiações elétricas, maquinários, reservas legais e colocando em perigo comunidades vizinhas e as próprias equipes de combate. A rápida comunicação aos canais competentes continua sendo o divisor de águas para evitar que focos pontuais ganhem proporções incontroláveis.
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