A média de preços do suíno vivo registrada em julho recuou pelo quarto mês consecutivo e atingiu o terceiro menor patamar de toda a série histórica apurada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para a praça de SP-5 (região que inclui Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).
De acordo com os pesquisadores do Cepea, a redução do poder de compra da população na segunda quinzena do mês reduziu a procura pela proteína no atacado e no varejo, refletindo diretamente na menor busca das indústrias pelo animal vivo nas granjas. O período de férias escolares também contribuiu para a desaceleração das vendas, anulando as leves reações de preço observadas no início de julho.
Preço da carne suína ganha espaço frente ao frango e perde para boi
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de setor que movimenta R$ 63,1 bilhões
O movimento baixista surpreende os agentes da cadeia produtiva, que projetavam a manutenção do ritmo aquecido de demanda verificado ao longo de 2025. O cenário atual acumulou perdas severas ao longo do ano: em termos reais, frente às cotações de dezembro, o suíno vivo em SP-5 acumula desvalorização de 43,1%, enquanto a carcaça especial apresenta queda de 36,2%.
Expansão da produção e desafios de margem
Além do consumo interno fragilizado, a análise do Cepea aponta que o mercado reflete a entrada de um volume maior de carne no mercado doméstico. Os investimentos em ampliação e eficiência realizados pelos suinocultores e frigoríficos durante o ano passado resultaram no aumento da produção física ao longo de 2026.
A combinação entre oferta expandida e consumo desaquecido mantém o mercado sob pressão, exigindo cautela dos produtores no planejamento dos lotes e na gestão financeira das propriedades rurais.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
