A soja opera com leve recuperação na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, cotada a US$ 11,57/bushel no contrato de setembro. O movimento ocorre após consecutivas sessões de queda na última semana de julho e início de agosto, período em que as cotações recuaram mais de 8% diante de previsões climáticas mais favoráveis para a safra dos Estados Unidos e da acomodação nos preços do petróleo.
As exportações norte-americanas registram bom ritmo, somando 0,93 milhão de toneladas na última semana — englobando a safra atual e a nova —, com forte presença de compradores chineses e sustentação pela demanda interna aquecida.
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Prêmios nos portos e retenção sustentam o mercado brasileiro
Apesar da volatilidade externa, o mercado físico no Brasil permanece travado e com liquidez pontual, conforme destaca a Granoeste Corretora. A escassez de oferta disponível no interior faz com que os compradores elevem as opções de compra para acompanhar os vendedores, limitando o repasse das perdas de Chicago para a praça nacional.
Os produtores brasileiros seguem seletivos nas vendas, alimentando expectativas de cotações mais atrativas no médio e longo prazos. Entre os fatores de suporte monitorados pelo setor estão:
Desenvolvimento da safra dos EUA: Lavouras entram na fase crítica de enchimento de grãos;
Clima na América do Sul: Risco de atraso no retorno das chuvas para o início do plantio do ciclo 2026/2027;
Entressafra doméstica: Redução gradual da disponibilidade de grão físico.
No ambiente de exportação, os prêmios nos portos registram patamares elevados: entre 145 e 160 cents/bushel no spot, 160 a 170 cents/bushel para setembro e 150 a 170 cents/bushel para outubro.
No mercado físico paranaense, as indicações de compra no Oeste do Paraná oscilam entre R$ 135,00 e R$ 138,00/saca. No Porto de Paranaguá, as referências variam de R$ 146,00 a R$ 149,00/saca, com variações a depender dos prazos de pagamento e do período de embarque do lote.
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