A semana começa em tom de recuperação no mercado internacional de soja. De acordo com boletim da Granoeste Corretora, após registrar perdas de pouco mais de 1% na semana passada e acumular um recuo expressivo de cerca de 8% desde o topo recente de US$ 12,54 por bushel atingido em 24 de julho, a posição setembro da commodity abriu o pregão na Bolsa de Chicago (CME Group) com valorização de 5 pontos no intervalo, negociada a US$ 11,64 por bushel.
A reviravolta altista na abertura é sustentada pela valorização do petróleo e pelo aquecimento da demanda compradora pela soja norte-americana, impulsionada pela presença ativa da China e pelo apetite de fundos e especuladores atraídos pelos preços depreciados no mercado futuro e físico.
Demanda aquecida e prêmios sustentam preço da soja no mercado nacional
Nematoides causam dano de R$ 16 bi na soja e exigem controle antecipado
Além disso, conforme aponta a Granoeste Corretora, os negociadores ajustam suas carteiras em ritmo de expectativa para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quarta-feira. A expectativa do mercado é de um pequeno corte na produção dos EUA, acompanhado de ajustes para baixo nos estoques finais. No campo produtivo americano, após o calor extremo de julho, o clima no Meio-Oeste apresenta condições mais adequadas, embora as próximas cinco semanas permaneçam decisivas para determinar o rendimento das lavouras.
Resiliência no mercado nacional e prêmios fortalecidos
Enquanto a Bolsa de Chicago tenta reagir, no ambiente doméstico o mercado físico brasileiro permanece travado, segundo a Granoeste Corretora. Com uma oferta restrita no campo, os prêmios de exportação mostram maior firmeza, fazendo com que as indicações de compra subam para alcançar as raras ofertas de venda dos produtores. Essa dinâmica acaba limitando o repasse interno das perdas registradas recentemente no mercado futuro internacional.
Os produtores rurais mantêm uma postura defensiva no aguardo de preços mais atrativos até o final do ano. Essa expectativa do setor produtivo é alimentada por três pontos centrais:
Desenvolvimento da Safra dos EUA: O ciclo norte-americano ainda atravessa sua fase crítica de definição de produtividade;
Clima na América do Sul: Possível atraso no regime de chuvas para o início da semeadura da nova safra brasileira;
Entressafra: Aproximação natural do período de menor disponibilidade do grão no mercado nacional.
Em relação aos prêmios nos portos brasileiros, as indicações no mercado spot orbitam na faixa entre 150 e 160 pontos. Para entregas em setembro, os prêmios situam-se entre 160 e 170 pontos e, para outubro, variam de 150 a 170 pontos.
Diante desse cenário, as cotações de compra no oeste do Paraná situam-se entre R$ 136,00 e R$ 138,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas figuram na faixa de R$ 147,00 a R$ 149,00 por saca, a depender dos prazos de pagamento (mais curtos ou mais alongados), além do local e do período de embarque no interior.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
