Desde o início de junho, o mercado pecuário tem se mostrado firme, conforme apontam levantamentos do Cepea. Embora os reajustes não sejam intensos, ocorrem com frequência. A oferta limitada de animais leva os frigoríficos a ajustarem os preços para preencher as escalas de abate.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os pecuaristas seguem cautelosos, negociando em ritmo mais lento e na expectativa de novas valorizações após o feriado. Ao mesmo tempo, começa a crescer o volume de vendas de gado de confinamento, especialmente de lotes mais padronizados e com bom acabamento, que têm alcançado valores mais altos.
Prazo para adesão ao PAA Leite em Goiás vai até 10 de abril
Preços dos lácteos avançam no mercado atacadista de Goiás
Governo amplia crédito para genética na pecuária sustentável
O ritmo de embarques também acelerou em comparação a maio, o que ajuda a sustentar os preços tanto dos animais para abate quanto da carne no atacado nacional. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o volume exportado por dia subiu 13% em relação ao mês passado, atingindo uma média de 11,7 mil toneladas de carne bovina in natura. Em junho de 2024, a média diária era de 9,6 mil toneladas, o que indica um desempenho quase 22% superior nesta parcial do mês.
