O mercado de genética e melhoramento genético bovino em Santa Catarina passa a contar com novas referências técnicas a partir da divulgação da 11ª atualização parcial do levantamento de preços de touros comercializados em leilões oficiais no estado. Conduzido pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o monitoramento avalia o comportamento de liquidez e precificação de oito raças de corte ao longo da atual temporada de remates.
O estudo conta com o apoio institucional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), entidade parceira dos eventos agropecuários e sindicatos rurais. Os indicadores consolidados funcionam como termômetro comercial para invernistas, cabanheiros, técnicos e pecuaristas, subsidiando o planejamento de investimentos na renovação e aprimoramento dos rebanhos.
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Médias por raça e estabilidade nas pistas
Os dados revelam que a raça Ultrablack obteve a maior média de valorização entre os animais avaliados, enquanto o Braford registrou a maior estabilidade de preços entre os eventos monitorados.
O balanço estatístico detalha o comportamento das raças nas pistas catarinenses:
Ultrablack: 6 leilões monitorados, com preço médio de R$ 21.455,00 por reprodutor e coeficiente de variação de 18,42%;
Braford: 12 leilões, média de R$ 19.094,25 por touro e coeficiente de variação de apenas 6,17%, a maior regularidade da amostragem;
Angus: 8 leilões, com média de R$ 18.784,90 e coeficiente de variação de 20,72%;
Brangus: 16 leilões (maior número de eventos realizados), média de R$ 18.652,16 e coeficiente de variação de 13,30%;
Nelore: 4 leilões, valor médio de R$ 17.903,33 e coeficiente de variação de 11,91%;
Charolês: 11 leilões, média de R$ 17.070,45 e coeficiente de variação de 15,18%;
Hereford: 9 leilões, com preço médio de R$ 16.392,59 e coeficiente de variação de 11,33%;
Devon: 5 leilões, valor médio de R$ 14.860,00 e coeficiente de variação de 15,32%.
A análise conjunta dos dados atesta o aquecimento sustentado da pecuária de seleção no estado, impulsionada pela busca de precocidade, conversão alimentar e padronização das progênies destinadas à terminação intensiva e ao atendimento de nichos de carne de qualidade.
