Os contratos futuros da soja operam em terreno levemente positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no intervalo desta manhã de quinta-feira, cotados a US$ 12,47 por bushel no vencimento novembro, de acordo com o boletim matinal divulgado pela Granoeste Corretora. O movimento representa uma tentativa de respiro técnico após a commodity amargar na quarta-feira a sua sétima sessão consecutiva de desvalorização, quando fechou com perdas entre 3 e 7 centavos de dólar por bushel.
As cotações internacionais trabalham em meio a forças opostas no cenário global. Pelo lado baixista, a forte pressão sazonal da oferta ganha intensidade com a aceleração da colheita nos Estados Unidos. Em contrapartida, os preços encontram sustentação na firmeza das cotações internacionais do petróleo e na robustez da demanda externa pelo grão norte-americano.
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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a venda expressiva de 2,84 milhões de toneladas de soja para o mercado internacional na última semana, volume marcado por uma participação maciça de compradores chineses.
Chuvas aceleram o plantio no Brasil e retiram o produtor do mercado
No cenário doméstico, a regularização das precipitações abriu caminho para o avanço acelerado do maquinário nas principais regiões produtoras do país. As precipitações generalizadas devolveram umidade ao solo e destravaram a semeadura. A expectativa da consultoria é de que as novas rodadas de levantamentos técnicos, previstas para publicação entre esta sexta-feira e a próxima segunda-feira, apontem o plantio nacional alcançando marcas consolidadas entre 40% e 45% da área total projetada.
Na logística portuária, a programação de embarques marítimos (line-up) indica que os portos brasileiros devem exportar mais de 6,0 milhões de toneladas de soja ao longo deste mês. Como base de comparação, em outubro de 2025 o país despachou 6,4 milhões de toneladas. Caso esse ritmo projetado se confirme nos terminais, as exportações acumuladas de grãos pelo Brasil no ano civil atingirão aproximadamente 104,0 milhões de toneladas até o encerramento de outubro.
No balcão de negócios do mercado interno brasileiro, o ritmo de liquidez segue engessado e "na mesma balada", segundo a avaliação da Granoeste Corretora. Diante da desvalorização recente registrada nas praças de comercialização, os agricultores optaram por retirar as ofertas de venda da mesa para concentrar esforços operacionais exclusivamente na condução do plantio. Os raros lotes ofertados no interior chegam com pedidas financeiras muito acima das indicações de compra da indústria e das tradings, mantendo as negociações em compasso de espera.
No quadro de precificação e diferenciais de base:
Prêmios de exportação: balizados entre +145 e +170 centavos sobre Chicago para embarque imediato (spot); de +150 a +175 centavos para dezembro; e na faixa de +80 a +120 centavos para as posições de janeiro;
Oeste do Paraná: indicações de compra ainda dispersas, oscilando entre R$ 143,00 e R$ 146,00 por saca;
Porto de Paranaguá: referências de compra operando na faixa de R$ 153,00 a R$ 155,00 por saca.
Os valores praticados no físico continuam fortemente atrelados aos prazos de pagamento acordados — entre liquidações mais curtas ou alongadas —, variando no interior conforme a localização do armazém e a janela agendada para retirada e embarque do lote.
