Safra de milho avança no Brasil com clima e mercado no radar
Colheita de milho avança em várias regiões do Brasil, mas clima irregular e mercado lento seguem no radar dos produtores
A safra de milho segue em andamento nas principais regiões produtoras do país, mas com comportamentos distintos entre a colheita da safra de verão e o desenvolvimento da segunda safra. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário no fim de março é marcado por avanço dos trabalhos no campo, embora persistam entraves relacionados ao clima e à lentidão na comercialização.
No Sul, a colheita da primeira safra continua em ritmo importante, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste o foco está cada vez mais voltado para o desenvolvimento da safrinha. Em comum, produtores enfrentam um mercado mais seletivo, com negociações cautelosas e atenção redobrada às condições climáticas das próximas semanas.
Rio Grande do Sul mantém colheita acima da média
No Rio Grande do Sul, a colheita da safra de milho desacelerou, mas ainda segue em ritmo superior à média histórica. O avanço no estado continua positivo, sustentando uma percepção favorável em relação ao andamento da safra, mesmo com a redução do ritmo dos trabalhos em algumas áreas.
A boa performance gaúcha reforça o peso da região no abastecimento interno neste momento, embora o mercado ainda não apresente maior dinamismo.
Santa Catarina e Paraná enfrentam mercado lento
Em Santa Catarina, a colheita avança, mas o mercado segue travado por conta do impasse nos preços. Conforme a TF Agroeconômica, a dificuldade de alinhamento entre vendedores e compradores mantém a comercialização lenta, mesmo com o progresso das lavouras.
No Paraná, a preocupação está voltada principalmente para a safrinha, que enfrenta pressão climática. Além disso, o mercado permanece lento, com poucos negócios no estado. O quadro exige cautela do produtor paranaense, já que o desempenho da segunda safra será decisivo para o abastecimento e para a formação de preços nos próximos meses.
Centro-Oeste concentra atenção na safrinha
No Mato Grosso do Sul, a semeadura perdeu ritmo e os negócios seguem seletivos. Apesar do avanço do plantio, o mercado ainda não ganhou fluidez, com compradores e vendedores atuando de forma cautelosa.
Em Goiás, a semeadura da safrinha foi finalizada e o foco agora se volta ao desenvolvimento das lavouras. O encerramento do plantio coloca o estado em uma nova fase da temporada, em que o clima passa a ser determinante para o potencial produtivo.
Já em Minas Gerais, o avanço da safra contrasta com um mercado ainda lento. Segundo a TF Agroeconômica, o andamento no campo é positivo, mas isso ainda não se traduz em maior movimentação comercial, mantendo o ambiente de cautela nas negociações.
Clima e comercialização seguem como pontos de atenção
O panorama nacional do milho neste fim de março mostra uma safra em evolução, mas ainda cercada de incertezas. Enquanto algumas regiões mantêm bom desempenho na colheita ou já concluíram a semeadura da safrinha, outras convivem com riscos climáticos e dificuldade para destravar negócios.
Na avaliação da TF Agroeconômica, o mercado segue lento em várias praças, refletindo a postura defensiva dos agentes e a falta de convergência nos preços. Ao mesmo tempo, o clima será fator-chave para definir o potencial da segunda safra, especialmente em estados onde o plantio ocorreu sob maior pressão de calendário.
Com isso, o produtor segue atento ao comportamento das chuvas, ao desenvolvimento das lavouras e à reação do mercado, em um momento decisivo para consolidar a safra de milho de 2026.