O mercado do milho iniciou esta terça-feira (7) com leves perdas na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta da manhã, a posição dezembro era cotada a US$ 4,22 por bushel, após encerrar a sessão anterior no campo positivo. Já na B3, os contratos de novembro operavam a R$ 68,55 e os de janeiro, a R$ 71,00. As informações são da Granoeste Corretora.
De acordo com a corretora, a colheita do milho nos Estados Unidos segue adiantada e deve alcançar entre 60% e 65% da área total. Embora não haja dados oficiais, relatos apontam queda na produtividade das lavouras em algumas regiões produtoras.
Milho opera em leve queda em Chicago com colheita nos EUA no fim
Exportação de milho opera com prêmios fracos e trava negócios da safra
Milho tenta recuperação em Chicago e opera com leve alta na B3
Outro ponto de atenção é o cenário político. A Granoeste observa que as tensões diplomáticas entre os governos de Donald Trump e Gustavo Petro podem afetar o comércio entre Estados Unidos e Colômbia, um dos principais destinos do milho norte-americano.
Exportações brasileiras seguem firmes
Enquanto isso, o Brasil mantém bom ritmo nas exportações. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 3,57 milhões de toneladas de milho até o momento em outubro. No acumulado da estação, o volume totaliza 23,3 milhões de toneladas, praticamente o mesmo registrado no mesmo período do ano anterior.
Mercado interno com oferta maior e consumo em alta
No cenário doméstico, o volume ofertado é expressivo, mas a demanda avança lentamente. O setor acompanha de perto o aumento do uso do cereal na produção de etanol, que tem se consolidado como o principal motor da demanda.
No Oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 67,00 a R$ 69,00, conforme o prazo de pagamento e a localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em leve alta, cotado a R$ 5,38 — praticamente estável em relação à sessão anterior.
