O mercado futuro de milho opera em terreno negativo no intervalo da manhã desta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato para entrega em dezembro registrando desvalorização de três pontos, cotado a US$ 5,04 por bushel, de acordo com relatório divulgado pela Granoeste Corretora. O movimento de ajuste ocorre após os sólidos ganhos observados na sessão anterior, quando o cereal avançou cerca de 10 cents (alta próxima de 2%) impulsionado pela recuperação técnica do complexo de grãos.
O recuo momentâneo reflete o reposicionamento das carteiras de investidores antes da publicação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), marcado para a próxima sexta-feira. Agentes do mercado internacional projetam uma redução na safra norte-americana para 399,2 milhões de toneladas, frente às 401,3 milhões apontadas em setembro e bem abaixo das 432,3 milhões de toneladas consolidadas na temporada anterior. Em contrapartida, os estoques finais dos EUA devem ser estimados em 42,3 milhões de toneladas, o que representa uma elevação de 2,5 milhões de toneladas na comparação com o mês passado.
Milho opera a US$ 5,02 na CBOT com colheita lenta nos EUA
Milho reage em Chicago cotado a US$ 5,01 com compras técnicas
Nas lavouras norte-americanas, a colheita alcançou 23% da área cultivada, ficando atrás da média histórica de 27% para o período. O avanço semanal foi modesto, de apenas cinco pontos percentuais, mas a expectativa dos analistas é de aceleração dos trabalhos nas próximas rodadas favorecida pela previsão de janelas de tempo firme.
Produtores priorizam plantio e B3 testa suporte acima de R$ 70
No balcão doméstico, o fluxo comercial do milho segue em ritmo contido, segundo o levantamento da Granoeste Corretora. O produtor rural mantém postura de cautela, assimilando o cenário macroeconômico decorrente do quadro eleitoral, com a atenção totalmente concentrada na operação de semeadura das safras de verão de milho e soja, além do monitoramento rigoroso dos modelos climáticos regionais.
No ambiente financeiro da B3, os contratos futuros operam em leve alta:
Vencimento novembro/26: negociado a R$ 70,15 por saca (contra R$ 69,80 no fechamento anterior);
Vencimento janeiro/27: cotado a R$ 74,70 por saca (ante R$ 74,33 na véspera).
No mercado spot estadual, as ordens de compra exibem variações conforme a praça e as condições comerciais. No Oeste do Paraná, as indicações giram na faixa de R$ 63,00 a R$ 65,00 por saca, a depender do prazo de pagamento e da localização geográfica do lote. Já no Porto de Paranaguá, os valores trabalhados estão entre R$ 67,00 e R$ 69,00 por saca. Paralelamente, o dólar comercial opera estável a R$ 4,98, após encerrar a terça-feira em R$ 4,977.
No front externo, as exportações brasileiras de milho somaram 5,21 milhões de toneladas em setembro, registrando retração em relação às 7,56 milhões embarcadas em setembro de 2025. No acumulado do ano comercial, o volume despachado atinge 15,5 milhões de toneladas, contra 19,7 milhões no mesmo intervalo da temporada passada. Para o mês de outubro, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima embarques na ordem de 5,50 milhões de toneladas.
