O mercado futuro do milho abriu a quarta-feira em campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato de setembro opera cotado a US$ 4,40 por bushel, com alta de 3 pontos, recuperando a leve baixa de 1 centavo registrada no pregão anterior, segundo boletim informativo da Granoeste Corretora.
A movimentação reflete a cautela do mercado financeiro diante da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). De acordo com a Granoeste, os analistas projetam pequenos cortes na estimativa de produção norte-americana e um leve enxugamento nos estoques finais globais.
Clima favorável nos EUA pressiona cotações do milho em Chicago
Mato Grosso atinge 99% da colheita e caminha para 57,3 mi t de milho
Apesar da expectativa de uma safra expressiva nos EUA — projetada para superar 400 milhões de toneladas, com mais de 60% das lavouras classificadas em condições boas ou excelentes —, as temperaturas elevadas registradas ao longo de julho podem ter afetado o potencial produtivo de áreas pontuais.
Mercado interno: B3 em alta e dólar em leve ajuste
No cenário doméstico, as cotações do milho na B3 acompanham a reação internacional e iniciam o dia em alta. O vencimento para setembro opera em R$ 70,05 (contra R$ 69,80 do fechamento anterior), enquanto o contrato de novembro atinge R$ 74,90 (frente aos R$ 74,70 registrados no último pregão).
No mercado físico do Paraná, as indicações de compra iniciam o dia sem grandes sobressaltos:
Oeste do Paraná: negociações entre R$ 59,00 e R$ 61,00 por saca;
Porto de Paranaguá: indicações na faixa de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca, variando de acordo com a localização do lote e os prazos de pagamento.
Ajustes no câmbio completam o quadro das commodities no dia. Após fechar a última sessão em alta superior a 1%, a moeda norte-americana opera com ligeiro recuo, cotada na casa dos R$ 5,15.
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