Os contratos futuros do milho operam em terreno negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) durante as negociações desta quarta-feira (02). Conforme apontamento de mercado divulgado pela Granoeste Corretora, o cereal registrava perdas entre 7 e 8 cents no vencimento dezembro, cotado a US$ 5,38 por bushel. O movimento de desvalorização pontual sucede uma sessão anterior marcada por ganhos consistentes entre 6 e 8 pontos, momento em que o mercado futuro rompeu resistências históricas e atingiu o patamar mais elevado em mais de três anos, consolidando-se confortavelmente acima da barreira técnica dos US$ 5,00.
Analistas de mercado explicam que, após o rali expressivo acumulado nos últimos pregões, os contratos tornaram-se alvos naturais de vendas técnicas por parte de investidores e fundos. Contudo, os fundamentos estruturais de oferta e demanda permanecem firmes e favoráveis à sustentação das cotações globais, puxados diretamente pela perspectiva de encolhimento na colheita norte-americana.
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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que apenas 57% das lavouras norte-americanas de milho encontram-se em condições boas ou excelentes, índice consideravelmente inferior aos 69% reportados no mesmo período do ano passado. No recorte sobre a evolução do ciclo agronômico no Meio-Oeste, 92% das áreas atingiram a fase de formação de espigas, 62% estão no estágio de enchimento de grãos e 13% entraram no processo de maturação fisiológica.
Ritmo contido no físico nacional e cotações na B3
No cenário doméstico, o mercado físico do cereal apresenta ritmo compassado e reduzido volume de negócios. A postura da maioria esmagadora dos agricultores é de recolhimento: os produtores optam por negociar volumes pontuais apenas quando há necessidade estrita de caixa, mantendo a maior parte da safrinha estocada na expectativa de buscar margens de venda mais vantajosas no médio prazo.
Nas cotações levantadas pela Granoeste Corretora, as referências de compra para o milho no oeste do Paraná oscilam entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá as indicações giram na faixa de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca, com diferenciais que dependem dos prazos de liquidação financeira e, no caso do interior, da distância e logística de carregamento dos armazéns.
No pregão da B3, os contratos futuros acompanham a estabilidade: o vencimento setembro opera a R$ 72,55 (frente aos R$ 72,25 do fechamento anterior), e o contrato novembro trabalha cotado a R$ 78,50 (ante R$ 78,55 da sessão prévia). Na frente cambial, o dólar comercial opera em leve valorização, cotado a R$ 5,16, após fechar o dia anterior a R$ 5,152.
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