A colheita do algodão atinge sua reta final em Mato Grosso, impulsionada pelo predomínio de dias ensolarados e secos. Dados consolidados até 28 de agosto apontam que os trabalhos de campo alcançaram 88,66% da área total cultivada no estado, mantendo ritmo acelerado nos principais municípios produtores.
O desempenho agronômico desta temporada tem surpreendido positivamente técnicos e cotonicultores. Lavouras de ponta registram produtividades na casa de 400 arrobas por hectare ou mais, acompanhadas por um rendimento industrial de pluma que oscila entre 40% e 45% durante o processo de descaroçamento nas usinas de beneficiamento, patamar considerado de excelência pelo setor.
Preço do algodão sobe em agosto mas fica abaixo da paridade externa
Colheita de algodão em MT chega a 88,6% com tempo seco
Risco climático para a pluma e destruição de soqueiras
Apesar do ritmo favorável proporcionado pelo tempo seco, o calendário agora entra em alerta meteorológico. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) emitiu recomendação para que os produtores acelerem a retirada dos fardos e a limpeza das áreas pendentes antes do retorno das chuvas. A ocorrência de precipitações com a fibra aberta no campo pode manchar a pluma, depreciar o valor comercial do lote e gerar atrasos logísticos na colheita mecanizada.
Paralelamente ao recolhimento da safra, a Ampa orienta a execução rigorosa da erradicação de restos culturais. O manejo fitossanitário imediato das soqueiras é determinante para impedir a rebrota das plantas, eliminando a principal fonte de sobrevivência e reprodução do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis). A praga continua sendo capturada com frequência nas armadilhas de monitoramento distribuídas pelos núcleos regionais, exigindo controle mecânico e químico imediato para preservar a sanidade do próximo ciclo.
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