O manejo de defensivos no milho ganha relevância diante da projeção de produção de 138,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume reforça o papel estratégico do cereal na segurança alimentar, na produção de proteínas animais e na cadeia de biocombustíveis.
Nesse contexto, a manutenção da produtividade depende do controle eficiente de pragas que afetam o desenvolvimento das plantas. Entre elas, a lagarta-elasmo figura como uma das principais ameaças, sobretudo em áreas do Cerrado brasileiro.
Milho opera em leve queda em Chicago com colheita nos EUA no fim
Exportação de milho opera com prêmios fracos e trava negócios da safra
Milho tenta recuperação em Chicago e opera com leve alta na B3
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a incidência da praga ocorre com maior intensidade em condições ambientais favoráveis. Temperaturas elevadas e períodos de estiagem contribuem para a proliferação do inseto. Além disso, a ausência de chuvas em solos arenosos acelera o avanço da lagarta.
Os danos concentram-se nos primeiros 30 dias após a emergência da lavoura. Nesse período, a lagarta consome o colmo internamente, atinge a gema apical e provoca o sintoma conhecido como coração morto. Em alguns casos, surgem brotações na base da planta, o que reduz o porte do milharal e compromete a colheita.
Para reduzir esses riscos, o manejo de defensivos no milho começa com o tratamento de sementes, que protege o cultivo contra pragas de solo. Além disso, práticas culturais, como a rotação de culturas e o manejo da palhada, ajudam a diminuir a presença de mariposas na área.
O controle também envolve o uso de variedades transgênicas e a aplicação de tecnologias no sulco de plantio. Essas estratégias reforçam a proteção da lavoura desde o início do ciclo produtivo.
O monitoramento constante da área é decisivo, especialmente nos primeiros estágios da cultura. Quando necessário, pulverizações direcionadas ao colo, em horários de temperaturas mais amenas, aumentam a eficiência do controle. Assim, o manejo de defensivos no milho contribui para a estabilidade da produção nacional.
